Entenda os fatores que influenciam a alta ou queda do dólar no mercado
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira, 30 de janeiro, com os olhos voltados para um cenário misto, que combina elementos internos e externos. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, aguardava a abertura às 10h, refletindo a atenção dos investidores para decisões e indicadores econômicos que podem moldar as expectativas do mercado financeiro.
Foco nos Estados Unidos e no Brasil
Nos Estados Unidos, a atenção está concentrada no anúncio do novo presidente do Federal Reserve, após Donald Trump declarar que revelaria o nome escolhido para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Entre os cotados, destacam-se Kevin Warsh, ex-governador do Fed, Rick Rieder, da BlackRock, e Kevin Hassett, do Conselho Econômico Nacional, com potenciais implicações para a política monetária americana.
No Brasil, os investidores monitoram de perto os dados do mercado de trabalho, especialmente após os números fracos do Caged em dezembro, que indicaram a criação de 1,279 milhão de empregos formais em 2025. Hoje, aguarda-se a divulgação da taxa de desemprego de dezembro pela PNAD Contínua, que pode oferecer insights sobre a dinâmica do emprego no final do ano passado.
Decisões de juros nos EUA e no Brasil
Na véspera, a Superquarta trouxe decisões de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, ambas alinhadas com as expectativas do mercado. O Fed manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, interrompendo uma sequência de três reduções seguidas. Jerome Powell, presidente do Fed, adotou um tom firme, indicando que novos cortes não são iminentes, enquanto a inflação permanece acima do desejado.
No Brasil, o Banco Central, por meio do Copom, decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou que pode iniciar reduções já na próxima reunião, em março. Essa indicação está ligada à expectativa de controle da inflação, embora o BC enfatize a necessidade de cautela para não comprometer o retorno à meta oficial.
Agenda econômica e impactos globais
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caíram levemente, totalizando 209 mil solicitações, um sinal de que as demissões seguem em patamar baixo, mas com preocupações sobre o ritmo fraco de novas contratações. Além disso, o déficit comercial americano registrou um salto expressivo em novembro, impulsionado pelo crescimento das importações, especialmente em setores como máquinas e semicondutores.
Globalmente, as bolsas apresentaram desempenhos variados. Em Wall Street, os índices fecharam com movimentos mistos, influenciados pela decisão do Fed, enquanto na Europa, o clima foi de cautela com foco em resultados de empresas de tecnologia. Na Ásia, os mercados melhoraram após notícias sobre regulamentações chinesas, com destaque para altas em índices como o Hang Seng e o CSI300.
Em resumo, o dólar e os mercados financeiros seguem atentos a uma combinação de fatores, incluindo decisões de política monetária, dados econômicos e desenvolvimentos globais, que continuarão a moldar as tendências de alta ou queda no curto prazo.