Dólar sobe 1,53% com tensão no Oriente Médio e aguardando PIB brasileiro
Dólar sobe com guerra e aguardando PIB; petróleo dispara

Dólar em alta e petróleo dispara com tensão geopolítica e expectativa de dados econômicos

O dólar abriu em forte alta de 1,53% nesta terça-feira (3), sendo cotado a R$ 5,2449. O movimento reflete os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais e a aguardada divulgação de indicadores econômicos no Brasil. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h, em um cenário de volatilidade internacional.

Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz e petróleo dispara

O Irã afirmou que fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar navios que tentarem atravessar essa rota crucial. O anúncio, feito pela mídia estatal em nome da Guarda Revolucionária, é considerado o mais duro desde o aviso inicial do bloqueio e foi apresentado como retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei.

A declaração iraniana sobre o fechamento da principal rota do petróleo no mundo impulsionou uma forte alta da commodity e acendeu o alerta nos mercados globais. Nesta terça-feira, os preços do petróleo seguem em trajetória de alta, com o barril registrando avanço superior a 7%.

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Brasil aguarda dados do PIB e criação de empregos

No Brasil, o destaque fica por conta da divulgação do PIB do 4º trimestre de 2025 e consolidado do ano passado, que será divulgado às 9h pelo IBGE. A projeção é de que a economia brasileira tenha crescido cerca de 0,1% no trimestre, fechando o ano com alta próxima de 2,3%.

Ainda nesta terça-feira, às 11h, serão divulgados os dados de criação de empregos formais no Brasil em janeiro, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esses números são cruciais para avaliar a saúde do mercado de trabalho nacional.

Impactos no mercado de petróleo e setores relacionados

Os preços do petróleo e do gás dispararam e as bolsas fecharam em queda na segunda-feira (2) devido ao conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã. O setor mais afetado foi o de aviação e turismo, cujas empresas registraram perdas expressivas.

O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%, enquanto o do West Texas Intermediate (WTI) avançou 12% na abertura dos mercados, após o ataque que matou o guia supremo iraniano. O conflito regional afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

O preço do gás na Europa disparou mais de 20%, já que a guerra ameaça as exportações de gás natural liquefeito da região do Golfo, especialmente as vendas do Catar. O contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, chegou a subir mais de 40%, a 45,105 euros.

Repercussão nas bolsas de valores globais

Em Wall Street, os índices das bolsas americanas operam no vermelho antes da abertura do mercado, após a intensificação da guerra no Oriente Médio aumentar a preocupação dos investidores com os efeitos do petróleo mais caro sobre a atividade econômica e a inflação.

Os mercados europeus caíram forte nesta terça, também pressionados pela alta do petróleo e do gás causada pela guerra, o que elevou o temor de que o conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia.

Já as bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, diante do agravamento da guerra no Oriente Médio, que aumentou a aversão ao risco entre os investidores. A única exceção foi Cingapura, onde o Straits Times subiu 0,53%.

Dados acumulados do dólar e Ibovespa

Dólar:

  • Acumulado da semana: +0,62%
  • Acumulado do mês: +0,62%
  • Acumulado do ano: -5,88%

Ibovespa:

  • Acumulado da semana: +0,28%
  • Acumulado do mês: +0,28%
  • Acumulado do ano: +17,49%

O cenário permanece volátil, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e aos indicadores econômicos que serão divulgados ao longo do dia.

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