Brasil alcança menor taxa de desemprego da história em 2025, segundo dados do IBGE
O mercado de trabalho brasileiro fechou o ano de 2025 com números históricos, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revelou que a taxa de desocupação anual ficou em 5,6%, a menor já registrada desde o início da série histórica.
Desemprego trimestral também atinge patamar inédito
No trimestre encerrado em dezembro de 2025, a taxa de desocupação caiu para 5,1%, outro recorde negativo, demonstrando uma tendência consistente de melhora no cenário empregatício do país. Esse resultado consolida um ano de avanços significativos na geração de postos de trabalho.
Número de ocupados supera a marca de 103 milhões
O total de pessoas ocupadas no Brasil chegou a impressionantes 103 milhões, refletindo uma expansão robusta no mercado laboral. Esse crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento no número de trabalhadores com carteira assinada.
Carteira assinada atinge nível recorde de 38,9 milhões
O ano de 2025 registrou o maior número de empregados com carteira de trabalho já visto no país, totalizando 38,9 milhões de pessoas. Isso representa um acréscimo de 1 milhão de trabalhadores formalizados em comparação com o ano anterior, um aumento expressivo que sinaliza maior segurança e direitos para a força de trabalho.
Renda média do trabalhador brasileiro bate recorde histórico
Além da redução do desemprego e da formalização, a renda média mensal do trabalhador também alcançou um patamar inédito. Em 2025, o valor chegou a R$ 3.560, registrando um aumento de 5,7% em relação a 2024, o que equivale a um ganho real de R$ 192. Esse crescimento na remuneração contribui para a melhoria do poder de compra e do bem-estar da população economicamente ativa.
Contexto fiscal: defasagem na tabela do Imposto de Renda
Em contraste com os dados positivos do mercado de trabalho, um estudo do Sindifisco Nacional aponta uma defasagem de 157% na tabela do Imposto de Renda para 2026. A correção pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicaria que o valor isento deveria ser de R$ 6.694,37, enquanto a tabela oficial mantém a isenção em R$ 5.000. Essa discrepância pode impactar os ganhos reais dos trabalhadores, apesar dos avanços salariais.
Os dados consolidados do IBGE mostram que 2025 foi um ano marcante para a economia brasileira, com indicadores laborais atingindo níveis nunca antes vistos, embora desafios fiscais, como a atualização da tabela do IR, permaneçam em discussão.