Alto Tietê enfrenta queda de 2.184 empregos em janeiro de 2026, com destaque negativo para Poá
O Alto Tietê registrou uma redução significativa no saldo de postos de trabalho no primeiro mês de 2026, com uma queda total de 2.184 empregos, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (3). As informações, extraídas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam um cenário preocupante para a região, marcado por mais demissões do que contratações.
Detalhes dos números regionais e impacto histórico
Em janeiro deste ano, a região contabilizou 16.432 contratações, mas esse número foi superado por 18.616 demissões, resultando no saldo negativo. Esse desempenho representa um recuo alarmante de 5.560% em comparação com janeiro de 2025, quando foram criados aproximadamente 40 empregos com carteira assinada. Este foi o pior resultado para um mês de janeiro desde a implementação do Novo Caged em janeiro de 2020, destacando uma tendência de deterioração no mercado de trabalho local.
Poá lidera as perdas entre as cidades da região
Entre as dez cidades que compõem o Alto Tietê, Poá se destacou negativamente, registrando a maior diminuição no número de pessoas empregadas, com uma perda de 1.258 postos de trabalho. Essa queda coloca o município na posição de maior impacto negativo, seguido por outras localidades como Mogi das Cruzes, Suzano e Biritiba-Mirim, que também apresentaram saldos desfavoráveis.
Cidades com desempenho positivo no período
Apesar do cenário geral desafiador, algumas cidades conseguiram manter resultados positivos. Arujá foi a que obteve os melhores índices, com a criação de 260 postos de trabalho. Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Salesópolis também encerraram o mês com saldo favorável, demonstrando resiliência em meio à contração regional.
Contexto nacional e comparações com o Brasil
Em nível nacional, o Brasil gerou 112.334 empregos formais em janeiro de 2026, com 2,2 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões. No entanto, esse resultado representa um recuo de 27,2% em relação a janeiro de 2025, quando foram criados cerca de 154,4 mil empregos com carteira assinada. Isso evidencia que a desaceleração no Alto Tietê reflete uma tendência mais ampla no país, embora a região tenha sofrido um impacto proporcionalmente mais severo.
Os dados do Caged servem como um alerta para as autoridades e a comunidade empresarial, ressaltando a necessidade de políticas e iniciativas que possam reverter essa tendência e estimular a geração de emprego na região do Alto Tietê, especialmente em municípios como Poá, que foram mais afetados.



