Governo Central registra superávit recorde de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026
O governo central, que engloba as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social, alcançou um superávit primário expressivo de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026. Esse valor supera o registrado no mesmo mês do ano anterior, que foi de R$ 85,1 bilhões, e também ultrapassou as expectativas do mercado financeiro, que projetavam um resultado de R$ 84,7 bilhões, conforme dados coletados no Prisma Fiscal.
Maior superávit para janeiro desde 2022
Em termos reais, o superávit de janeiro de 2026 se destaca como o maior para o mês desde 2022, de acordo com a série histórica mantida pelo Tesouro Nacional. Esse desempenho foi impulsionado por uma arrecadação recorde de impostos, contribuições e outras receitas, que totalizou R$ 325,8 bilhões no período. No entanto, apesar do resultado positivo no mês, o cenário acumulado em 12 meses até janeiro ainda apresenta um déficit primário de R$ 62,7 bilhões, equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB).
Análise detalhada das receitas e despesas
A receita líquida do governo central experimentou um crescimento de 1,2% em termos reais em comparação com janeiro de 2025. Esse aumento foi sustentado principalmente por:
- Imposto de Renda
- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
- Contribuições previdenciárias
Paralelamente, as despesas avançaram 2,9%, com destaque para os benefícios previdenciários e a folha de pagamento do funcionalismo público. Essa elevação nas despesas reflete pressões contínuas no orçamento, especialmente no que diz respeito à Previdência Social.
Previdência Social continua deficitária
O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) registrou um déficit de R$ 20,6 bilhões apenas em janeiro, ampliando o rombo acumulado do sistema para R$ 441,8 bilhões em 12 meses. Essa situação evidencia os desafios persistentes na área previdenciária, que impactam diretamente as contas públicas.
Para o ano de 2026, a Lei Orçamentária prevê um déficit primário de R$ 22,9 bilhões, indicando que, apesar do superávit recorde em janeiro, o governo ainda enfrenta obstáculos significativos para equilibrar suas finanças ao longo do exercício.



