O CEO do Santander, Mario Leão, defendeu o programa Desenrola 2.0 durante evento de divulgação de resultados nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026. Em meio a críticas políticas, o executivo afirmou que a medida não tem caráter eleitoreiro, mas é uma resposta necessária ao cenário macroeconômico desafiador.
Leão defende necessidade do programa
“Não é uma medida eleitoreira, é algo extremamente necessário. Isso porque a renda das famílias não cresceu nos últimos anos como o esperado, o que tem impactado a adimplência”, declarou Leão. Ele acrescentou que o banco está sendo ouvido e negociando com o governo os detalhes finais do programa, que deve ser lançado nos próximos dias.
O Desenrola 2.0 prevê descontos de até 90% no valor das dívidas de pessoas físicas inadimplentes. Segundo Leão, a nova etapa será melhor que a anterior, pois será integrada às plataformas dos bancos, aumentando a capacidade de negociação.
Impacto limitado na inadimplência do Santander
Questionado se o programa aliviaria a inadimplência da pessoa física na carteira do Santander, Leão ponderou que não espera um impacto tão significativo. A inadimplência no banco encerrou o primeiro trimestre de 2026 em 4,9%, alta de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
De acordo com dados do Serasa, o Brasil possui 82,8 milhões de pessoas inadimplentes em março de 2026. O governo deve lançar o Desenrola 2.0 na próxima sexta-feira, 1º de maio. O programa será financiado com aporte de 10 bilhões de reais do Tesouro Nacional, e os descontos de até 90% devem ser confirmados na data de lançamento.
O CEO do Santander reforçou que a iniciativa é fruto de diálogo com o governo e visa ajudar as famílias endividadas em um momento de dificuldade econômica.



