RS e Sergipe aderem a programa de subsídio para diesel; São Paulo avalia entrada
RS e SE entram em programa para baratear diesel; SP avalia

RS e Sergipe aderem a programa de subsídio para diesel; São Paulo avalia entrada

Os estados do Rio Grande do Sul e Sergipe anunciaram oficialmente nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, a adesão à política de subsídio de importação do diesel, uma medida que promete reduzir significativamente os custos do combustível em todo o país. A proposta estabelece um desconto de R$ 1,20 no preço do litro do diesel, valor que será dividido igualmente entre a União e os estados participantes.

Detalhes do programa de subsídio

Conforme os termos acordados, 60 centavos por litro serão custeados pela União, enquanto os outros 60 centavos por litro ficarão a cargo dos estados que aderirem à iniciativa. O governo de Sergipe enfatizou que a subvenção ao diesel importado é uma medida de caráter excepcional e temporário, com duração máxima de dois meses e sem possibilidade de prorrogação.

"A medida busca assegurar a previsibilidade e a sustentabilidade no abastecimento de combustíveis no país", declarou o estado em comunicado oficial. "Terá prazo limitado e não prorrogável de até dois meses, garantindo que não se torne um ônus permanente para as finanças públicas."

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Posicionamento dos estados participantes

O Rio Grande do Sul, administrado pelo governador Eduardo Leite, confirmou sua participação no programa, mas reforçou que a medida precisa ser claramente provisória. O estado destacou que a limitação temporal é essencial para garantir maior previsibilidade orçamentária, especialmente diante do cenário fiscal sensível e do processo de reconstrução após a maior tragédia climática de sua história.

"A adesão do Rio Grande do Sul está condicionada ao caráter temporário da iniciativa", explicaram representantes do estado. "Isso nos permite equilibrar o apoio à economia com a responsabilidade fiscal necessária neste momento desafiador."

São Paulo avalia adesão à medida

Durante evento realizado nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, indicou que o estado também deve aderir ao programa de subsídio. "Essa ideia nos parece razoável", afirmou Freitas. "Precisamos analisar como ela será costurada e estruturada, mas em princípio a intenção do estado de São Paulo é fazer a adesão."

O governador paulista ressaltou que a medida exige cuidadosa avaliação dos mecanismos de implementação, mas reconheceu seu potencial para aliviar a pressão sobre os custos de transporte e logística em todo o estado.

Impacto financeiro estimado

De acordo com projeções da Fazenda, o impacto total do programa de subsídio deve alcançar aproximadamente R$ 3,2 bilhões. Desse montante, R$ 1,6 bilhão sairia dos cofres da União, enquanto os outros R$ 1,6 bilhão seriam assumidos pelos estados participantes. A distribuição equitativa dos custos entre governo federal e unidades federativas é um dos pilares da proposta.

Especialistas em economia energética alertam que, embora a medida possa trazer alívio imediato aos consumidores e setores dependentes do diesel, sua eficácia a longo prazo dependerá de fatores como a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e a capacidade dos estados de manter o compromisso financeiro sem comprometer outras áreas essenciais.

A adesão de São Paulo, maior economia do país, seria um passo significativo para ampliar o alcance do programa, potencialmente influenciando outros estados a seguirem o mesmo caminho. Os próximos dias devem trazer mais definições sobre a implementação prática desta política de subsídio ao diesel.

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