Pobreza na Argentina recua para 28,2% da população sob governo Milei
Pobreza na Argentina cai para 28,2% sob Milei

O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina divulgou nesta terça-feira (31) dados que apontam uma redução significativa no número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no segundo semestre de 2025. Segundo a pesquisa, que abrange 31 aglomerados urbanos do país, 8,5 milhões de argentinos estão nessa condição, o que representa 28,2% da população total.

Queda na pobreza e desafios econômicos

Em comparação com o primeiro semestre de 2025, quando 14,5 milhões de pessoas (31,6% da população) estavam em situação de pobreza, houve uma queda de 3,4 pontos percentuais. Isso significa que aproximadamente 6 milhões de argentinos saíram da pobreza no período. Entre as famílias, são 2,1 milhões (21% do total) afetadas pela pobreza.

Os novos números foram divulgados em um contexto de pressão sobre o presidente ultraliberal Javier Milei, que enfrenta dificuldades para estabilizar a economia argentina. Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o crescimento se concentrou em poucos setores, enquanto o consumo no país permanece fraco e o desemprego é o maior desde a pandemia de Covid-19.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Critérios de medição da pobreza

Para definir se um cidadão argentino está abaixo da linha da pobreza, o Indec considera a renda das famílias e o acesso a necessidades essenciais, como alimentos, vestuário, transporte, educação e saúde. Essa metodologia abrangente busca capturar não apenas a falta de recursos financeiros, mas também as carências em termos de qualidade de vida.

A redução na taxa de pobreza pode ser vista como um sinal positivo no cenário econômico, mas especialistas alertam que os desafios persistem. O alto desemprego e o consumo fraco indicam que a recuperação ainda não é uniforme e que muitos argentinos continuam enfrentando dificuldades financeiras.

O governo de Milei, conhecido por suas políticas ultraliberais, tem enfrentado críticas e pressões para implementar reformas que possam sustentar o crescimento econômico e melhorar a distribuição de renda. Os dados do Indec serão cruciais para avaliar o impacto dessas políticas a médio e longo prazo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar