PIB de Minas Gerais cresce 1,4% em 2025, alcançando R$ 1,157 trilhão
PIB de Minas cresce 1,4% em 2025 e atinge R$ 1,157 trilhão

Economia mineira avança 1,4% em 2025, superando desafios setoriais

O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais registrou um crescimento significativo de 1,4% no ano de 2025 em comparação com o período anterior, alcançando a marca expressiva de R$ 1,157 trilhão. Os dados foram divulgados oficialmente nesta terça-feira (17) pela Fundação João Pinheiro (FJP), órgão responsável pelo acompanhamento econômico do estado.

Desempenho setorial impulsiona resultado positivo

Segundo a análise detalhada da instituição, o desempenho robusto de setores-chave como a agropecuária, as indústrias extrativas e de transformação, além do comércio, foi fundamental para sustentar o crescimento geral da economia mineira. Esse avanço conseguiu compensar de maneira eficaz as retrações observadas no setor de energia e na indústria da construção civil, que enfrentaram desafios específicos ao longo do ano.

Participação nacional e contexto brasileiro

Na média anual, Minas Gerais manteve uma participação relevante de 9,1% no PIB brasileiro, reforçando sua posição como uma das economias mais importantes do país. Em nível nacional, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB do Brasil encerrou 2025 com um crescimento de 2,3%, indicando um cenário econômico favorável em escala federal.

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Análise detalhada por segmentos da economia

Agropecuária: O setor apresentou um crescimento expressivo de 3,2% no valor adicionado, impulsionado principalmente pelo aumento da produção de soja, milho, batata-inglesa, leite, ovos e insumos voltados para a fabricação de papel e celulose, além da metalurgia.

Indústrias extrativas: Registrou um avanço de 3,1% no valor adicionado, com destaque para o último trimestre do ano, que teve desempenho especialmente positivo devido ao incremento na extração de minério de ferro.

Indústrias de transformação: Crescimento moderado de 0,6% no valor adicionado, motivado pela expansão na fabricação de papel e celulose, produção de máquinas, equipamentos e veículos automotores. A produção metalúrgica e de alimentos também contribuiu para esse resultado.

Comércio: Aumento de 1,7% no valor adicionado, com ênfase no crescimento das vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos.

Outros serviços: Crescimento de 2,1% no valor adicionado, impulsionado pelo bom desempenho das atividades imobiliárias e dos serviços financeiros, de informação e comunicação, que compensaram o resultado negativo das atividades turísticas e dos serviços de alojamento e alimentação.

Energia: Retração de 1,2% no valor adicionado das utilidades públicas, influenciada pela redução do consumo de eletricidade e da geração de energia nos modais hidroelétrico e térmico.

Indústria da construção: Queda de 2,2% no valor adicionado, motivada pela desaceleração das obras de infraestrutura e pelo impacto da alta taxa de juros sobre a demanda por construção de novos edifícios.

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