Queijo muçarela lidera alta de preços na cesta básica de Piracicaba em fevereiro de 2026
Muçarela lidera alta na cesta básica de Piracicaba em 2026

Queijo muçarela fatiado lidera aumento de preços na cesta básica de Piracicaba

O queijo muçarela fatiado foi o alimento da cesta básica de Piracicaba, no interior de São Paulo, que apresentou o maior impacto nos gastos das famílias durante o mês de fevereiro de 2026. A conclusão é de um estudo realizado pelo Grupo Painel Econômico da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), que monitora regularmente a variação dos preços dos produtos essenciais.

Aumento significativo no preço do laticínio

De acordo com os dados coletados pelos pesquisadores, o queijo muçarela fatiado passou de R$ 43,22 por quilo em janeiro para R$ 46,48 por quilo em fevereiro. Essa mudança representa uma variação absoluta de 7,54% no período, resultando em um acréscimo mensal de R$ 3,26 no orçamento dos consumidores que adquirem esse produto.

Outros alimentos também registraram altas consideráveis que impactaram o bolso da população:

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  • Feijão carioquinha: aumento de 13,84%
  • Ovos brancos: alta de 9,04%

Histórico de preços do queijo muçarela fatiado

O levantamento da USP, que mantém séries históricas dos preços, mostra que o queijo fatiado tem apresentado movimentos alternados de alta e queda ao longo do tempo. O maior preço registrado foi em fevereiro de 2025, quando o quilo chegou a custar R$ 49,41. Já o menor valor ocorreu em março do mesmo ano, com o produto sendo comercializado a R$ 40,93 por quilo.

Em uma comparação anual, o valor de fevereiro de 2026 está 5,93% mais baixo do que o registrado em fevereiro de 2025, indicando uma certa estabilização após picos anteriores.

Queda no índice geral da cesta básica

Apesar do aumento em itens específicos, o índice da cesta básica de Piracicaba teve uma queda de 1,23% em fevereiro em relação a janeiro. O valor total passou de R$ 1.366 para R$ 1.349, representando uma redução de R$ 16,79 nos gastos totais das famílias com os produtos essenciais.

É importante destacar que o índice da cesta básica refere-se a um indicador econômico que mede a variação do custo do conjunto de alimentos essenciais, com o objetivo de avaliar o custo de vida e a evolução dos preços, não necessariamente o preço total da cesta.

Composição dos gastos por categoria

O estudo detalhou como se comportaram as diferentes categorias que compõem a cesta básica:

Alimentação: registrou queda de 1,12%, passando de R$ 1.142 para R$ 1.129. Esta categoria representou 83,67% dos gastos totais com a cesta básica em fevereiro, aumentando sua participação em relação a janeiro (83,56%).

Limpeza doméstica: apresentou redução de 0,69%, com o valor ajustado de R$ 97 para R$ 96. Sua participação nos gastos totais subiu de 7,10% para 7,14%.

Higiene pessoal: teve a maior queda percentual entre as categorias, com redução de 3,61%, passando de R$ 127 para R$ 124. Sua participação nos gastos totais diminuiu de 9,34% para 9,19%.

Comportamento dos preços por produto

Dentro da categoria de alimentação, além do queijo muçarela, feijão carioquinha e ovos brancos, outros produtos também registraram aumentos significativos, como a farinha de mandioca. Por outro lado, alguns itens apresentaram quedas consideráveis:

  1. Biscoito de água e sal
  2. Macarrão com ovos
  3. Pão de forma
  4. Arroz tipo 1
  5. Presunto fatiado
  6. Salsicha avulsa

Produtos de limpeza e higiene pessoal

Os produtos de limpeza encerraram fevereiro com uma diminuição de 0,71% no custo total, ajustando o valor de R$ 97,05 para R$ 96,36. A queda foi impulsionada por quase todos os itens do setor, com exceção do limpador multiuso (alta de 2,38%) e do amaciante (aumento de 1,48%).

Na comparação anual, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, a categoria de limpeza acumulou crescimento de 3,59%, elevando o valor total de R$ 93,02 para R$ 96,36.

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Já o segmento de higiene pessoal registrou queda de 2,83% em fevereiro de 2026, com o valor total reduzindo de R$ 127,66 para R$ 124,05. O creme dental foi o destaque negativo, com diminuição de 6,64%, seguido pelo desodorante (queda de 3,87%). O absorvente foi o único produto do grupo que registrou aumento, de 1,21%.

No comparativo anual, o grupo de higiene pessoal acumulou valorização expressiva de 9,56%, com o montante total evoluindo de R$ 113,23 para R$ 124,05 entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.