Entenda os fatores que influenciam a alta e a queda do dólar no mercado
Fatores que influenciam a alta e queda do dólar

Entenda os fatores que influenciam a alta e a queda do dólar no mercado

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira, 27 de fevereiro, em alta, com um avanço de 0,15% na abertura, sendo cotado a R$ 5,1445. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, está programado para abrir às 10h, com investidores atentos aos movimentos do dia.

Destaques econômicos no Brasil

No cenário nacional, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã a prévia da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA-15. As expectativas indicam que os preços subiram 0,56% no mês e 3,81% nos últimos doze meses, refletindo pressões inflacionárias persistentes.

Além disso, o Banco Central publicou a Nota de Política Fiscal de janeiro. Em 2025, as contas do setor público consolidado registraram um déficit primário de R$ 55,0 bilhões, equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse resultado é superior ao déficit de 2024, que foi negativo em R$ 47,6 bilhões, ou 0,40% do PIB. No Governo Central, o déficit alcançou R$ 58,7 bilhões, correspondendo a 0,46% do PIB, também maior em comparação com o ano anterior.

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Cenário internacional e dados dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulgou o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, que mede a variação dos preços no atacado. A previsão aponta para uma alta de 0,3% no mês, tanto no índice geral quanto no núcleo, com variações anuais de 2,6% e 3%, respectivamente, indicando pressões inflacionárias moderadas.

No plano geopolítico, os Estados Unidos e o Irã avançaram nas negociações sobre a questão nuclear, conforme relatado pelo mediador Omã. Esse desenvolvimento ocorre em meio ao reforço militar americano no Oriente Médio, adicionando uma camada de incerteza aos mercados globais.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

O dólar acumulou uma queda de 0,71% na semana, uma redução de 2,07% no mês e uma diminuição de 6,37% no ano. Por outro lado, o Ibovespa registrou um ganho acumulado de 0,25% na semana, um aumento de 5,32% no mês e uma alta expressiva de 18,54% no ano, demonstrando resiliência no mercado acionário brasileiro.

Mercados globais em movimento

Em Wall Street, os índices futuros operam em queda nesta sexta-feira, refletindo a forte baixa das empresas de tecnologia no dia anterior, com destaque para a Nvidia. O mercado busca se recuperar enquanto aguarda novos dados inflacionários. Por volta das 9h, horário de Brasília, o futuro do Dow Jones recuava 0,37%, o futuro do S&P 500 registrava queda de 0,16% e o futuro do Nasdaq caía 0,10%.

Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados corporativos melhores do que o esperado e pela análise de novos dados econômicos. O clima positivo levou o mercado europeu a atingir um novo recorde, caminhando para o oitavo mês consecutivo de ganhos, apesar de preocupações com tarifas e impactos de tecnologias como a inteligência artificial. O índice STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX sobe 0,18%, no Reino Unido, o FTSE 100 tem alta de 0,48%, e na França, o CAC 40 opera com leve queda de 0,09%.

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas encerraram a semana com ganhos, à medida que investidores retornam gradualmente após o feriado do Ano Novo Lunar. Em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos. Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX permaneceu fechado nesta sexta-feira.

Esses movimentos destacam a complexidade dos fatores que influenciam o dólar e os mercados financeiros, com dados econômicos, políticas fiscais e eventos geopolíticos desempenhando papéis cruciais na formação das tendências atuais.

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