Empresários criticam 'taxa das blusinhas' e pedem revisão tributária para concorrência justa
Empresários contestam 'taxa das blusinhas' e apontam distorções

Empresários do varejo contestam a 'taxa das blusinhas' e alertam para distorções tributárias

Executivos de grandes redes varejistas brasileiras estão criticando a nomenclatura popular "taxa das blusinhas" para se referir à tributação sobre compras internacionais de baixo valor. Segundo eles, o termo suaviza um mecanismo que, na avaliação do setor, tem impacto direto sobre a competitividade da indústria nacional. A crítica ganhou força em meio à possibilidade de o governo rever a cobrança, tema que voltou ao debate nas últimas semanas.

CEO da Riachuelo propõe novo nome: "incentivo chinês"

André Farber, CEO da Riachuelo, afirmou que o nome mais adequado seria "incentivo chinês", ao argumentar que uma eventual redução ou revogação da taxa beneficiaria plataformas estrangeiras em detrimento do varejo brasileiro. Na mesma linha, Fabio Faccio, CEO da Renner, questiona a lógica de reduzir a tributação sobre importações enquanto empresas locais enfrentam uma carga mais elevada.

Diferença tributária distorce concorrência, dizem empresários

Farber e Faccio destacam que operações de importação direta — o chamado cross border, em que o produto vai do fabricante estrangeiro ao consumidor final — estão sujeitas a uma carga próxima de 40%. Em contraste, a produção nacional pode alcançar cerca de 90% de tributação. Na avaliação dos empresários, essa diferença tributária distorce a concorrência de forma significativa.

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Eles afirmam que, sob uma carga equivalente à das plataformas internacionais, empresas brasileiras também teriam margem para praticar preços mais baixos, o que poderia equilibrar o mercado. O debate sobre a "taxa das blusinhas" reflete preocupações mais amplas com a competitividade do setor varejista no Brasil, especialmente em um contexto de globalização e comércio eletrônico crescente.

Os executivos esperam que a discussão leve a uma revisão das políticas tributárias, promovendo um ambiente mais justo para a indústria nacional. A questão continua em pauta, com expectativas de que o governo possa tomar medidas para ajustar essas distorções e fortalecer a economia local.

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