USS Nimitz, porta-aviões nuclear dos EUA, chega ao Rio para manobras militares com aliados
Porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio para manobras

Porta-aviões nuclear americano inicia manobras militares no litoral brasileiro

Uma das maiores máquinas de guerra dos Estados Unidos está agora navegando em águas brasileiras, conforme confirmado pela marinha norte-americana. O porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz (CVN 68) chegou ao Brasil para participar da Operação Southern Seas 2026, um exercício militar que se consolidou como o principal canal de cooperação naval entre os Estados Unidos e nações aliadas no hemisfério ocidental.

Uma embarcação histórica com décadas de serviço

Com um histórico impressionante de décadas de serviço ativo, o USS Nimitz ostenta o título de porta-aviões mais antigo ainda em operação no mundo. Esta embarcação lendária está liderando as manobras navais ao longo do litoral fluminense, demonstrando sua capacidade contínua de projeção de poder. Acompanhando o Nimitz, o destróier de mísseis guiados USS Gridley (DDG 101) completa a formação principal, enquanto marinhas de dez países parceiros se unem para realizar exercícios coordenados ao longo da rota planejada.

O roteiro de escalas portuárias inclui importantes cidades como Rio de Janeiro, Chile, Panamá e Jamaica, embora os detalhes específicos da passagem pelo território brasileiro ainda não tenham sido totalmente divulgados pelas autoridades. A Marinha americana enfatiza que nenhum outro sistema de armas consegue reunir, em um único conjunto, os mesmos níveis de autonomia operacional, poder de resposta multidimensional, domínio do espaço de batalha e controle de comando que um grupo de ataque de porta-aviões proporciona.

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Poder aéreo embarcado e integração regional

Esta capacidade é especialmente amplificada quando integrada às aeronaves de combate embarcadas. A ala aérea do Nimitz, conhecida como Carrier Air Wing 17 (CVW-17), estrutura-se em seis esquadrões especializados que operam diversas aeronaves de combate:

  • Caças multifunção F/A-18E/F Super Hornet
  • Aviões de guerra eletrônica EA-18G Growler
  • Cargueiros C-2A Greyhound
  • Helicópteros MH-60R/S Seahawk

Completam o grupo de combate o Esquadrão Marítimo de Helicópteros (HSM) 73, o Esquadrão de Combate Marítimo de Helicópteros (HSC) 6, o Esquadrão de Apoio Logístico da Frota (VRC) 40, o Esquadrão de Caça de Ataque (VFA) 22, o VFA-137 e o Esquadrão de Ataque Eletrônico (VAQ) 139. Esta impressionante força aérea embarcada representa uma demonstração significativa de poder militar e capacidade operacional.

Cooperação hemisférica e intercâmbios técnicos

A 4ª Frota americana, sediada em San Diego - de onde a operação foi oficialmente anunciada em 23 de março - atua como parceiro marítimo das forças do Caribe, da América Central e da América do Sul. Seu foco principal está no aprofundamento da integração regional e no reforço da segurança em toda a área de atuação. Esta é a décima primeira vez que a Operação Southern Seas acontece desde sua concepção em 2007, demonstrando a continuidade e importância desta iniciativa de cooperação militar.

Além das manobras em águas abertas, a edição deste ano reserva espaço significativo para intercâmbios técnicos entre militares dos diferentes países participantes. A programação também prevê que autoridades de nações parceiras subam a bordo do USS Nimitz para observar suas operações em tempo real, proporcionando uma visão privilegiada das capacidades deste impressionante porta-aviões nuclear.

A chegada do USS Nimitz ao Brasil representa não apenas uma demonstração de poder militar, mas também um marco na cooperação naval internacional, reforçando os laços entre os Estados Unidos e seus aliados na região do Atlântico Sul. A presença desta embarcação histórica em águas brasileiras certamente será acompanhada com atenção por especialistas em defesa e relações internacionais em todo o mundo.

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