Dólar avança e petróleo dispara em meio a conflitos bélicos no Irã e fechamento do Estreito de Ormuz
O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira, 2 de março de 2026, em alta, cotado a 5,17 reais, refletindo o aumento da aversão ao risco global após a escalada do conflito bélico entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. Em paralelo, o Ibovespa fechou em alta de 0,28%, avançando para os 189,3 mil pontos, enquanto o petróleo Brent disparou 7,8%, cotado a 78,5 dólares o barril.
Impacto do fechamento do Estreito de Ormuz no mercado internacional
No cenário internacional, a guerra no Irã pressiona o mercado principalmente pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo. Este bloqueio eleva os preços dessas commodities, reacendendo preocupações sobre a trajetória dos juros nas economias centrais. "O petróleo mais caro aumenta o risco inflacionário, reduz o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve e pelo BC e fortalece o dólar globalmente", explica João Duarte, sócio da ONE Investimentos. "Em paralelo, moedas emergentes sofrem com o reposicionamento defensivo de portfólio".
Repercussões no mercado doméstico brasileiro
No Brasil, as ações da Petrobras avançaram 4,63%, acompanhando a subida das cotações do petróleo. No cenário doméstico, o Boletim Focus desta semana reduziu mais uma vez para baixo a projeção da Selic, a taxa básica de juros, para o fim do ano. A expectativa de economistas consultados pelo Banco Central é que o Brasil feche 2026 com juros a 12%, ante 12,3% projetados na semana passada. Para a inflação, a projeção do IPCA de 2026 ficou em 3,91%.
Desempenho dos bancos no Ibovespa
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos oscilaram nesta sessão:
- O Santander (SANB11) teve leve alta de 0,06%.
- O Bradesco (BBDC4) avançou 0,38%.
- O Itaú (ITUB4) caiu 1,84%.
- O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o dia no zero a zero.
Esses movimentos destacam como os eventos geopolíticos, como o conflito no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, têm impacto direto nos mercados financeiros globais e locais, influenciando desde o câmbio até as commodities e as ações de grandes empresas.



