Dólar fecha em alta após cinco quedas seguidas, impulsionado por cautela externa
Dólar sobe após cinco quedas, com cautela externa e cenário político

Dólar interrompe sequência de baixas com alta leve em meio a cenário externo cauteloso

Após cinco sessões consecutivas de desvalorização, o dólar encerrou em leve alta nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, cotado a R$ 5,13. O movimento de correção da moeda americana reflete um ambiente externo mais cauteloso, marcado por tensões geopolíticas e incertezas nas negociações internacionais.

Cenário internacional influencia movimento cambial e atrai olhares para o Federal Reserve

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a alta do dólar está diretamente ligada a um ambiente externo mais cauteloso. As incertezas envolvendo as negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã elevaram a aversão ao risco e sustentaram a demanda por proteção no mercado financeiro.

Os investidores também acompanharam atentamente o comunicado de Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, que afirmou serem necessários quatro cortes de 0,25 pontos percentuais nos juros dos Estados Unidos. Esse possível diferencial na taxa de juros seria positivo para o Brasil, podendo derrubar o dólar para abaixo de R$ 4,80 ainda neste ano, devido ao fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

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Ibovespa fecha em queda e bancos operam no negativo enquanto Nvidia desaponta

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,13%, recuando para os 191 mil pontos. Entre as ações de peso na B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo:

  • Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas com baixa de 1,09%
  • Bradesco (BBDC4) recuou 0,90%
  • Itaú (ITUB4) caiu 0,25%
  • Santander (SANB11) foi exceção com valorização de 0,15%

No cenário internacional, a gigante da tecnologia Nvidia divulgou balanço com receita recorde de US$ 68,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas suas ações encerraram o pregão em desvalorização de quase 5,5%. Alison Correia, analista de investimentos da Dom Investimentos, explica que o mercado sente que as ações chegaram ao topo e a probabilidade de queda é maior do que de alta.

Cenário político doméstico ainda influencia percepções de risco dos investidores

No âmbito doméstico, o mercado financeiro ainda digere as pesquisas eleitorais. A percepção de maior equilíbrio na disputa presidencial contribuiu para a redução dos prêmios de risco. O levantamento AtlasIntel/Bloomberg, que reflete os impactos do Carnaval sobre a popularidade do governo, apontou que em um possível segundo turno:

  1. Senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empataria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  2. O senador estaria numericamente à frente com 46,3% contra 46,2% das intenções de voto

Esse cenário político contribui para a formação de um ambiente de incertezas que ainda influencia as decisões dos investidores no mercado financeiro brasileiro, mantendo a volatilidade em níveis elevados enquanto aguardam definições mais claras sobre o futuro político do país.

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