Dólar oscila em meio à 'Superquarta' e tensões no Oriente Médio pressionam petróleo
Dólar oscila na 'Superquarta' com guerra e petróleo em alta

Dólar inicia quarta-feira sob pressão da 'Superquarta' e conflito no Oriente Médio

O dólar inicia esta quarta-feira (18) em um cenário de forte volatilidade, diretamente influenciado pela chamada "Superquarta", onde investidores aguardam ansiosamente as decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Paralelamente, a escalada da guerra no Oriente Médio continua a exercer pressão significativa sobre os preços do petróleo, criando um ambiente de incerteza nos mercados financeiros globais.

Decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos

No Brasil, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que atualmente se encontra em 15% ao ano. Caso confirmado, este seria o primeiro redução desde maio de 2024, interrompendo quase dois anos de estabilidade ou alta. Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) deve manter as taxas de juros inalteradas, refletindo uma postura cautelosa diante das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio e impacto no petróleo

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entra em sua terceira semana sem sinais de trégua, com o Estreito de Ormuz no centro das atenções. Os EUA anunciaram o uso de bombas de penetração profunda contra sistemas iranianos na principal rota global de petróleo, visando reabrir a passagem fechada por Teerã. Esta situação mantém o petróleo em patamares elevados, com o barril Brent negociando a US$ 104,16 e o WTI a US$ 94,43, aumentando os riscos inflacionários em escala mundial.

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Repercussões internacionais e posicionamento de aliados

A França se alinhou a outros países da OTAN ao rejeitar o pedido norte-americano para ajudar na liberação do Estreito de Ormuz, contradizendo declarações anteriores do presidente Donald Trump. Este movimento foi classificado por Trump como um "erro muito tolo", evidenciando divergências entre os aliados. A Alemanha também se posicionou contra qualquer envolvimento da OTAN na crise, enquanto Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, afirmou que petroleiros começam a transitar lentamente pela região, embora ataques recentes a infraestruturas energéticas continuem comprometendo o escoamento global.

Impactos no Brasil e ameaças de paralisação

Os efeitos da guerra já são sentidos no Brasil, onde o recente reajuste do diesel pela Petrobras, combinado com a alta do petróleo, elevou os custos de transporte. Esta situação levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação, enquanto o Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal investigue possíveis preços abusivos de combustíveis, com o Procon também monitorando de perto.

Desempenho dos mercados e indicadores econômicos

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h, enquanto o dólar acumula variações significativas: -2,17% na semana, +1,27% no mês e -5,28% no ano. No mercado de petróleo, após uma breve trégua, os preços voltaram a subir, refletindo a persistência das tensões. Em Wall Street, os índices fecharam em alta, com investidores atentos ao impasse no Estreito de Ormuz e à decisão do Fed. Na Ásia, os mercados recuaram, pressionados pelas incertezas do conflito.

Agenda econômica e pesquisa eleitoral

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou queda de 0,24% em março, acumulando recuo de 2,53% em um ano, influenciado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado. Na política, pesquisa da Genial/Quaest indica que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, com eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro apresentando maior grau de decisão, enquanto apoiadores de Ratinho Júnior e Romeu Zema demonstram mais indecisão.

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