Dólar em alta e Ibovespa em foco: entenda os fatores que movem o mercado
Dólar em alta: veja os fatores que movem o mercado financeiro

Dólar inicia sessão em alta enquanto investidores monitoram cenário externo

O dólar começou a sessão desta quinta-feira (26) com valorização de 0,12%, sendo cotado a R$ 5,1307 por volta das 9h05. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, aguarda o início das negociações às 10h para revelar sua direção. O movimento da moeda americana ocorre em um contexto de atenção redobrada aos desdobramentos internacionais que podem impactar diretamente o mercado financeiro.

Tensão geopolítica mantém mercados em alerta

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump avalia a possibilidade de um ataque militar ao Irã após reunião prevista para esta quinta-feira com representantes do país persa. Esta incerteza geopolítica mantém os investidores atentos ao noticiário internacional, que tradicionalmente influencia os fluxos de capital e a aversão ao risco nos mercados emergentes como o brasileiro.

Apesar das tensões, o petróleo apresentava recuo nesta manhã. O Brent caía 1,31%, negociado a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, cotado a US$ 64,37. Esta movimentação contrasta com a expectativa de que conflitos na região do Oriente Médio normalmente pressionariam os preços do commodity.

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Agenda econômica americana em destaque

A agenda dos Estados Unidos inclui importantes indicadores que serão observados pelos mercados. O Departamento de Trabalho divulga às 10h30 (horário de Brasília) os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana até 21 de fevereiro. Na semana anterior foram registrados 206 mil pedidos, com expectativa atual de 215 mil.

Posteriormente, ao meio-dia, a vice-presidente para supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, que possui direito a voto no Fomc, presta depoimento à Comissão de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado americano. Suas declarações serão analisadas por investidores em busca de sinais sobre a política monetária dos Estados Unidos.

Discurso de Trump no Congresso americano

O presidente Donald Trump realizou na terça-feira (24) o tradicional discurso do Estado da União, com duração recorde de aproximadamente 1 hora e 48 minutos. Em tom combativo, o mandatário abordou diversos temas que impactam os mercados globais.

Política externa: Trump acusou o Irã de tentar desenvolver armas nucleares e afirmou preferir uma solução diplomática, mas garantiu que não permitirá que o país obtenha esse tipo de armamento. O presidente também citou a operação que levou à captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, classificando-a como vitória para a segurança americana.

Economia: Grande parte do discurso foi dedicada aos resultados econômicos de seu governo. Trump afirmou que a inflação está em queda, a renda das famílias cresce e a economia se recupera, embora especialistas contestem essa leitura oficial dos indicadores. O presidente também anunciou uma nova tarifa global de 15% sobre produtos importados, medida que poderia substituir parte do sistema de imposto de renda americano.

Uma pesquisa da Associated Press revelou que 39% dos entrevistados aprovam a condução da política econômica do presidente Trump, em meio à preocupação dos eleitores com o custo de vida.

Cenário brasileiro: contas públicas e mercado

No Brasil, com agenda de indicadores mais fraca nesta quinta-feira, os investidores acompanham principalmente os desdobramentos do cenário externo. As contas do governo registraram superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, conforme informou o Tesouro Nacional na quarta-feira (25).

O resultado ficou acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões, mas apresentou leve piora em comparação com janeiro de 2024, quando o superávit foi de R$ 88,84 bilhões em valores corrigidos pela inflação. A arrecadação federal atingiu o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995.

Para 2026, a meta fiscal estabelece superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a aproximadamente R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal aprovado em 2023 permite faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central e exclusão de até R$ 57,8 bilhões em despesas do cálculo.

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Performance dos mercados financeiros

Dólar: Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: -2,34%; Acumulado do ano: -6,63%.

Ibovespa: Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado do mês: +5,39%; Acumulado do ano: +18,63%.

Mercados globais em movimento

Os mercados em Wall Street encerraram em alta, com investidores avaliando riscos envolvendo grandes empresas de tecnologia e seus investimentos bilionários em inteligência artificial. O Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq teve alta de 1,26%.

Na Europa, o clima foi mais positivo, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em várias bolsas globais. O índice STOXX 600 subiu 0,7%, o FTSE 100 do Reino Unido avançou 1,18%, o CAC 40 da França subiu 0,47% e o DAX da Alemanha avançou 0,76%.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para China e Hong Kong. O interesse por empresas ligadas a metais e minerais raros cresceu após notícias sobre possível uso de inteligência artificial do Pentágono para definir preços de referência desses insumos estratégicos. O Nikkei do Japão disparou 2,2%, enquanto o KOSPI da Coreia do Sul subiu 1,91%.