Dólar inicia sessão em queda enquanto mercado monitora cenário político e tarifas americanas
O dólar comercial iniciou a sessão desta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,1416 por volta das 9h. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, aguardava sua abertura programada para as 10h, em um ambiente marcado por notícias políticas e econômicas de impacto internacional.
Cenário internacional influencia os mercados
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump evitou mencionar a China em seu discurso sobre o Estado da União na noite anterior, mesmo estando próximo de uma viagem a Pequim. Em seu pronunciamento, ele abordou temas cruciais como inflação, tarifas comerciais e o desempenho do mercado de ações. Paralelamente, os investidores acompanham atentamente o balanço da Nvidia, após o fechamento do mercado, e discursos de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia.
Dados econômicos do Brasil surpreendem positivamente
No cenário doméstico, o Tesouro Nacional divulgou que o Governo Central registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026, resultado que superou a expectativa de R$ 88,803 bilhões. Além disso, será divulgado o fluxo cambial semanal, agregando mais informações ao panorama econômico.
Pesquisa eleitoral e reação do mercado
No campo político, uma pesquisa da AtlasIntel revelou que Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 46,2% e 46,3%, respectivamente. Este cenário surge em meio à repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói. Na véspera, o mercado já havia reagido ao ambiente político: o Ibovespa subiu 1,40%, fechando em 191.490,40 pontos, enquanto o dólar comercial caiu 0,26%, a R$ 5,1553, com entrada de capital estrangeiro no país.
Tarifas dos EUA entram em vigor com impacto global
Os Estados Unidos passaram a aplicar, a partir desta quarta-feira, uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções. A medida, informada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), corresponde à taxa inicialmente anunciada por Trump na sexta-feira, 20 de fevereiro, e não aos 15% mencionados posteriormente. Esta decisão ampliou a incerteza em torno da política comercial norte-americana, sem esclarecer por que foi adotado o percentual mais baixo.
Estatísticas do setor externo brasileiro
As transações correntes do balanço de pagamentos registraram um déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Embora pior que a projeção de economistas, que esperavam US$ 6,4 bilhões, o resultado foi melhor que o rombo de US$ 9,8 bilhões de janeiro de 2025. A melhora anual foi explicada principalmente pelo aumento do superávit na balança comercial de bens e pela redução do déficit na conta de serviços.
Olhos no Federal Reserve e discursos de dirigentes
Os investidores também avaliam novos discursos de dirigentes do banco central americano, na expectativa por sinais sobre a condução dos juros. A diretora do Fed, Lisa Cook, afirmou que a inteligência artificial pode levar a um aumento na taxa de desemprego, representando uma reorganização significativa do trabalho. Já o presidente da distrital do Fed em Chicago, Austan Goolsbee, expressou otimismo sobre cortes adicionais na taxa básica de juros até o final de 2026, mas alertou para os riscos de antecipar demais essas medidas.
Mercados globais em movimento
Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta, com investidores avaliando anúncios sobre inteligência artificial e a nova política de tarifas. O Dow Jones avançou 0,76%, o S&P 500 subiu 0,78% e a Nasdaq ganhou 1,05%. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,23%, enquanto na Ásia, mercados como Xangai, Tóquio e Seul registraram ganhos significativos, impulsionados pela expectativa de benefícios com a revisão das tarifas americanas.
Desempenho acumulado do dólar e Ibovespa
Dólar:
- Acumulado da semana: -0,40%
- Acumulado do mês: -1,76%
- Acumulado do ano: -6,07%
Ibovespa:
- Acumulado da semana: +0,50%
- Acumulado do mês: +5,58%
- Acumulado do ano: +18,85%



