Diesel sobe 9% no Brasil desde início da guerra no Oriente Médio, aponta IBPT
Diesel sobe 9% no Brasil após guerra no Oriente Médio

Diesel registra alta de quase 9% no Brasil após início do conflito no Oriente Médio

Um estudo exclusivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), divulgado nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, revela que o diesel comum subiu 8,70% nos primeiros oito dias do mês. A pesquisa, enviada à VEJA, tem como objetivo monitorar se os repasses de preços ao consumidor final acompanham as variações praticadas no atacado pelas distribuidoras.

Nordeste lidera aumentos com destaque negativo

O grupo do diesel apresentou os reajustes mais expressivos em todas as regiões do país. O diesel aditivado teve uma variação média nacional de 8,91%, equivalente a um aumento de R$ 0,55 por litro. A região Nordeste se destacou negativamente, com uma alta de 13,87%, a maior do Brasil.

O diesel S10 comum subiu 8,70% em média nacional, com um acréscimo de R$ 0,52 por litro. Novamente, o Nordeste liderou as altas, com variação de 12,96%, seguido pelo Centro-Oeste com 10,82%. Atualmente, o diesel comum mais caro do país é encontrado no Nordeste, custando R$ 6,16 o litro.

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As versões S500 do diesel, tanto comum quanto aditivada, também registraram aumentos significativos:

  • Diesel S500 comum: alta de 6,53%
  • Diesel S500 aditivado: alta de 6,08%

Mais uma vez, o Nordeste apresentou a maior variação, com o S500 comum subindo 10,44%.

Gasolina apresenta leve alta com variações regionais

A gasolina comum teve um aumento médio nacional de 2,06%, correspondente a R$ 0,11 por litro. A região Centro-Oeste registrou a maior alta isolada, com 4,73%. Contudo, a gasolina mais cara do Brasil está na região Norte, a R$ 5,74 por litro.

Já a gasolina aditivada subiu 1,71% no país, com a região Norte também apresentando o preço mais elevado, a R$ 5,86 por litro. Curiosamente, a região Sul foi a única a apresentar uma leve deflação de -0,95% para este combustível específico na primeira semana de março.

Conflito no Oriente Médio impacta preços globalmente

Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, atribui os aumentos à Guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que tem provocado instabilidade nos preços dos combustíveis em todo o mundo. "Os preços começaram a subir com o início do conflito. As distribuidoras que importam realizam a mistura obrigatória de biocombustíveis (como o biodiesel no diesel e o etanol na gasolina) e revendem para os postos", explicou Amaral.

Petrobras mantém preços nas refinarias

Um aspecto preocupante destacado pelo estudo é que, embora os dois principais combustíveis tenham subido, a Petrobras ainda não reajustou os preços nas refinarias brasileiras. Essa situação sugere que podemos enfrentar altas ainda maiores nos próximos meses, uma vez que eventuais ajustes da estatal poderiam amplificar os aumentos já observados nas bombas.

O monitoramento contínuo do IBPT se mostra fundamental para entender a dinâmica de preços no setor de combustíveis, especialmente em um contexto de instabilidade geopolítica que afeta diretamente o bolso do consumidor brasileiro.

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