Governo Lula completa três anos com déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025
Déficit do governo Lula atinge R$ 61,7 bi em 2025

Governo Lula completa três anos com déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025

O governo central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, encerrou o ano de 2025 com as contas públicas novamente no vermelho. O déficit primário, que mede o excesso de despesas sobre receitas, cresceu 12% em termos reais em comparação com 2024, totalizando 61,7 bilhões de reais, ou 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB).

Meta orçamentária é formalmente cumprida com exceções

A meta estabelecida para 2025 era de um déficit zero, com uma tolerância de até 0,25% do PIB para mais ou para menos. Embora o resultado de 0,48% tenha ultrapassado esse limite, o governo conseguiu cumprir a meta formalmente graças a despesas consideradas como exceções na contabilidade. Essas exceções somaram 48,7 bilhões de reais, reduzindo o déficit considerado para 13 bilhões de reais, ou 0,1% do PIB, dentro da banda permitida.

Principais exceções que impactaram o resultado

As despesas excluídas do cálculo do déficit primário incluem:

  • 41,2 bilhões de reais referentes ao pagamento extraordinário de precatórios atrasados, conforme acordado no início do governo.
  • 2,8 bilhões de reais para ressarcir aposentados que sofreram descontos indevidos em fraudes reveladas no INSS.
  • 2,2 bilhões de reais em despesas temporárias com saúde e educação.
  • 2,5 bilhões de reais em gastos adicionais com defesa nacional.

Contexto histórico e implicações futuras

Com esse resultado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa seus três primeiros anos de mandato com as contas públicas deficitárias. O país registra seu 11º ano deficitário nos últimos doze, com a única exceção sendo 2022. Caso o governo ultrapasse a banda de tolerância, fica sujeito a sanções que impõem regras mais rigorosas para os gastos no ano seguinte, o que pode afetar as políticas econômicas futuras.

O desempenho das contas públicas sob a atual administração reflete desafios persistentes na gestão fiscal, com impactos potenciais na economia brasileira e na confiança dos investidores. A dependência de exceções contábeis para cumprir metas orçamentárias levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal a longo prazo.