Páscoa 2026: Chocolate e bacalhau têm alta de preços acima da inflação em SP
Chocolate e bacalhau sobem mais que inflação na Páscoa

Páscoa 2026: Chocolate e bacalhau registram aumentos expressivos nos preços

Um levantamento detalhado realizado pelo Procon-SP aponta que os consumidores paulistas enfrentam aumentos significativos nos preços de produtos típicos da Páscoa. A pesquisa, conduzida entre os dias 18 e 19 de março, em dez estabelecimentos comerciais distribuídos pelas cinco regiões da capital, revela que o quilo do ovo de Páscoa custa, em média, R$ 291,48. Em contrapartida, o quilo do tablete de chocolate convencional sai por R$ 131,49, representando uma diferença impressionante de 121,7% para produtos com peso semelhante e que não incluem brinquedos.

Variações expressivas em pescados e doces

A análise abrangeu um total de 162 produtos, incluindo azeites, bolos de Páscoa, caixas de bombons, pescados congelados e in natura, além de itens a granel como azeitonas e legumes. Entre os pescados, a maior disparidade foi observada no quilo do filé de pescada, com preços variando entre R$ 34,90, em um estabelecimento da Zona Leste, e R$ 89,98, na região central, o que equivale a uma variação de 157,8%.

O quilo do lombo de bacalhau também apresentou uma diferença considerável, oscilando entre R$ 119,90 e R$ 269,98, o que representa uma variação de 125,2%. No segmento de doces, o Ovo de Páscoa Surpresa Dinossauro, com 204 gramas, foi encontrado com preços entre R$ 49,99 e R$ 85,98, uma diferença de 72%. O estudo ainda identificou variações de 100,2% para tabletes de chocolate e de 91,7% para caixas de bombons.

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Alta supera a inflação oficial

O relatório comparou os preços médios de 136 itens comuns às pesquisas realizadas em 2025 e 2026 na capital paulista. Em média, os valores subiram 11,16%, um índice superior ao acumulado em 12 meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou 3,81% até fevereiro.

Os maiores aumentos foram registrados nos tabletes de chocolate, com alta de 31,6%, e nos pescados congelados, que subiram 28,6%. Por outro lado, alguns itens apresentaram queda, como azeites, com redução de 26,3%, e azeitonas, com queda de 11,4%.

Pesquisa abrange municípios do interior

Além da capital, o levantamento também coletou preços em 80 comércios de 12 municípios na segunda quinzena de março. Entre as cidades pesquisadas estão Campinas, Santos, Sorocaba, Jundiaí e Ribeirão Preto, ampliando o escopo da análise para diferentes regiões do estado.

Orientações do Procon-SP aos consumidores

O Procon-SP orienta que os consumidores comparem preços entre diferentes estabelecimentos e avaliem cuidadosamente a relação entre qualidade, peso e valor do produto antes de realizar a compra. Também é recomendado verificar informações obrigatórias nas embalagens, como prazo de validade, composição e peso líquido.

Nos ovos que contêm brinquedos, a embalagem deve informar a faixa etária indicada, dados do fabricante ou importador, instruções de uso e o selo de segurança do Inmetro, garantindo a segurança e a conformidade dos produtos.

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