Cesta básica de Campinas atinge maior valor em seis meses com alta de tomate, manteiga e arroz
Cesta básica de Campinas atinge maior valor em seis meses

Cesta básica em Campinas atinge pico de seis meses com alta de 0,98% em janeiro de 2026

Segundo pesquisa do Observatório PUC-Campinas, a cesta básica na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, iniciou o ano de 2026 com uma alta significativa, alcançando o maior valor registrado nos últimos seis meses. O custo total dos itens analisados subiu 0,98% em relação a dezembro de 2025, totalizando R$ 790,47. Este valor representa o ponto mais elevado desde julho de 2025, quando a cesta básica na metrópole foi cotada em R$ 796,14.

Tomate, manteiga e arroz lideram aumentos expressivos

O aumento foi puxado principalmente por três produtos essenciais: tomate, manteiga e arroz. O tomate registrou um aumento impressionante de 30,25%, enquanto a manteiga subiu 8,14% e o arroz teve alta de 2,97%. Outros itens que contribuíram para o encarecimento incluem pão francês (2,53%), leite (0,91%) e açúcar, que também apresentou elevação nos preços.

Em contrapartida, alguns produtos tiveram reduções de preço. A banana caiu 11,57%, a batata recuou 7,23%, e a carne apresentou uma diminuição de 2,71%. Óleo e farinha registraram quedas de 1,50% cada, e o feijão teve uma leve redução de 0,46%. O café, por sua vez, não apresentou variação positiva ou negativa em janeiro, embora tenha encerrado 2025 com a maior alta acumulada entre os itens analisados.

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Impacto no orçamento familiar e comparação nacional

A pesquisa também avalia o impacto do custo da cesta básica no salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.621,00. Em Campinas, a cesta básica compromete 48,7% desse valor, o que representa uma pressão considerável sobre o orçamento dos trabalhadores. Considerando uma família típica de quatro pessoas, composta por dois adultos e duas crianças, a pesquisa indica que seriam necessárias três cestas básicas para suprir as necessidades alimentares mensais, totalizando um custo de R$ 2.371,42 apenas com alimentação.

O aumento observado em Campinas reflete uma tendência mais ampla verificada em capitais brasileiras monitoradas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Campinas se destaca como uma das cidades mais caras do Brasil, com apenas três capitais registrando valores de cesta básica superiores aos da metrópole paulista.

Metodologia da pesquisa e composição da cesta básica

O Observatório PUC-Campinas monitora os valores da cesta básica em Campinas desde setembro de 2022, utilizando a mesma metodologia empregada pelo Dieese. A pesquisa é baseada em 13 produtos alimentícios definidos por decreto-lei em 1938, que visam garantir uma boa qualidade de vida para um trabalhador adulto ao longo de um mês. Os itens incluem açúcar (3 kg), arroz (3 kg), café (600g), farinha (1,5 kg), feijão (4,5 kg), leite (7,5 litros), manteiga (750g), óleo (750ml), banana (90 unidades), batata (6 kg), carne (6 kg), pão francês (6 kg) e tomate (9 kg).

Para apurar os custos, os pesquisadores visitam 28 estabelecimentos comerciais, todos localizados em supermercados de bairros ao redor do centro da cidade. As coletas de dados são realizadas entre a segunda e a terceira semana de cada mês, sempre no mesmo dia, para evitar influências de promoções sazonais em diferentes locais. Essa abordagem rigorosa garante a consistência e a confiabilidade dos resultados divulgados mensalmente.

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