Café em SP registra aumento médio de até 36,5% em 2025, aponta levantamento do Procon
Café em SP tem alta de até 36,5% em 2025, diz Procon

O café, celebrado nesta terça-feira (14) no Dia Mundial do Café, tornou-se significativamente mais caro para os paulistanos em 2025, com um aumento médio de cerca de 36% em relação ao ano anterior. Um levantamento detalhado realizado pelo Procon-SP evidenciou que os preços da bebida subiram consideravelmente nas padarias da capital paulista, impactando diferentes formas de consumo.

Alta expressiva no café coado tradicional

A pesquisa, conduzida em 50 panificadoras distribuídas pelas cinco regiões da cidade, analisou itens como café coado, pingado, expresso e cappuccino. Entre eles, o café coado tradicional servido no copo apresentou a maior variação de preço, com um aumento médio de até 36,5% entre 2024 e 2025. Em 2025, o valor médio na capital foi de R$ 9,61, mas essa bebida podia ser encontrada por R$ 7,71 na Zona Leste e alcançar R$ 10,77 na Zona Oeste, uma diferença impressionante de 39,7%.

Variações regionais e outras bebidas

O café coado tradicional na xícara, que é a opção de menor custo entre as analisadas, teve um preço médio de R$ 6,37, com variações entre R$ 5,52 no Centro e R$ 7,19 na Zona Sul, representando uma diferença de 30,2%. Além disso, outras bebidas à base de café também registraram aumentos significativos: o pingado (café com leite) teve uma alta média de 16,9%, enquanto o café expresso subiu aproximadamente 13,5% no mesmo período.

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Desigualdade de preços entre regiões

Os dados do Procon-SP destacam que a Zona Leste concentra os preços mais baixos para a maioria dos itens, enquanto regiões como a Oeste e o Centro apresentam valores mais elevados. Por exemplo, no caso do café coado no copo, a diferença entre a Zona Leste e a Zona Oeste ultrapassa R$ 3 no valor final. Itens tradicionais como pingado, expresso e cappuccino pequeno tendem a ter os maiores preços médios no Centro paulistano quando comparados a outras áreas da cidade.

Segundo o Procon-SP, essa variação de preços entre regiões pode estar associada a fatores como localização dos estabelecimentos, custos operacionais e perfil do público atendido. O encarecimento não se limita a um tipo específico de preparo, mas afeta diversas formas de consumo da bebida, refletindo desafios econômicos mais amplos no setor de alimentação.

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