Bolsas asiáticas fecham em baixa com petróleo alto e cautela do Fed
Bolsas asiáticas caem com petróleo e Fed cauteloso

A maior parte das bolsas asiáticas encerrou o pregão desta quinta-feira, 30, em terreno negativo, influenciada pela forte alta do petróleo, pelos sinais cautelosos do Federal Reserve (Fed) em relação à inflação e pela reação mista aos balanços do setor de tecnologia. O barril do Brent superou a marca de US$ 120 em sua máxima recente, impulsionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pelo risco de prolongamento do bloqueio liderado pelos Estados Unidos na região. Esse movimento elevou as preocupações inflacionárias globais e reforçou uma postura mais defensiva entre os investidores.

Impacto do Fed e dos preços de energia

A decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas continuou no radar dos mercados. O presidente da instituição, Jerome Powell, alertou que os riscos inflacionários seguem elevados, especialmente diante da pressão exercida pelos preços da energia, o que reduziu as expectativas de cortes monetários no curto prazo. Esse cenário contribuiu para o clima de cautela generalizada.

Desempenho dos principais índices asiáticos

No Japão, o Nikkei 225 recuou cerca de 1,06%, pressionado também por dados econômicos mistos. A produção industrial japonesa caiu inesperadamente em março, indicando fragilidade na atividade manufatureira, embora as vendas no varejo tenham superado as expectativas. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1,38%, apesar de ter renovado máximas históricas durante o pregão. A Samsung, que chegou a bater recorde após divulgar lucro trimestral robusto impulsionado pela demanda por chips ligados à inteligência artificial, reverteu os ganhos e encerrou em queda de 2,43%, pesando sobre o índice.

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Em Taiwan, o Taiex recuou 0,75%, acompanhando o movimento de correção nas ações de tecnologia. Na China continental, o índice de Xangai ficou praticamente estável, com leve alta de 0,11%, enquanto Shenzhen cedeu 0,09%. Dados oficiais mostraram que o PMI industrial chinês permaneceu acima de 50 pelo segundo mês consecutivo, indicando expansão da atividade manufatureira. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,28%, refletindo a combinação de pressão energética, cautela global e desempenho mais fraco do setor de tecnologia.

Perspectivas e cautela no mercado

No panorama geral, os investidores continuam calibrando o impacto simultâneo do petróleo elevado, da inflação persistente e dos resultados corporativos sobre o crescimento global. Mesmo com alguns indicadores positivos na China e lucros robustos em empresas de tecnologia, o ambiente segue dominado pela cautela. A alta do Brent e as sinalizações do Fed mantêm o apetite por risco limitado, enquanto os mercados aguardam novos desdobramentos.

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