Araraquara encerra 2025 com superávit comercial e crescimento de empresas, mas emprego formal cai
Araraquara tem superávit e mais empresas em 2025, mas emprego cai

Araraquara registra resultados econômicos mistos no fechamento de 2025

A cidade de Araraquara, localizada no interior de São Paulo, encerrou o quarto trimestre de 2025 com um panorama econômico que combina conquistas significativas e desafios persistentes. De acordo com a mais recente edição da Carta de Conjuntura, elaborada pelo Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, o município alcançou um superávit expressivo na balança comercial e um crescimento robusto no número de empresas ativas. No entanto, esse cenário positivo foi contrastado por uma retração preocupante no mercado de trabalho formal, evidenciando as complexidades da recuperação econômica pós-pandemia.

Superávit comercial impulsiona economia municipal

Na balança comercial, Araraquara registrou um superávit impressionante de US$ 134,04 milhões no período analisado. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações de preparações de produtos hortícolas e carnes, setores tradicionalmente fortes na região. Com esse desempenho, o município mantém sua posição como o 20º maior exportador do Estado de São Paulo, consolidando sua importância no cenário econômico estadual. O superávit comercial representa um alívio para as contas públicas municipais e sinaliza a competitividade das empresas locais no mercado internacional.

Crescimento empresarial contrasta com queda no emprego formal

No âmbito empresarial, Araraquara incorporou 477 novas empresas ao seu estoque ativo durante o trimestre, alcançando um total de 37.165 estabelecimentos em operação. As microempresas foram as protagonistas desse crescimento, demonstrando o dinamismo do empreendedorismo local. Esse movimento acompanhou a tendência estadual e nacional, com São Paulo registrando saldo positivo de 107.718 empresas e o Brasil ampliando em 362.434 o número de negócios ativos no mesmo período.

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Contudo, o mercado de trabalho formal apresentou um cenário menos animador. O saldo foi negativo em 1.728 vagas no trimestre, com o comércio sendo o único setor a registrar resultado positivo, com a criação de 247 postos de trabalho. Essa retração reflete um cenário mais amplo, já que o Estado de São Paulo também apresentou redução de 173.388 vagas formais. Nacionalmente, o Brasil encerrou o período com um estoque de 48,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto a taxa de desocupação, segundo a PNAD Contínua, ficou em 5,1%.

Pressão inflacionária e custo de vida

O custo médio da cesta básica em Araraquara fechou o trimestre em R$ 1.048,41, representando uma alta de R$ 4,26 em relação ao período anterior. Esse valor compromete 69,1% do salário mínimo vigente, pressionando o orçamento das famílias de baixa renda. Entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária estão os aumentos nos preços das carnes, especialmente cortes como contrafilé e acém, que impactaram diretamente o poder de compra da população.

Análises detalhadas e perspectivas futuras

A Carta de Conjuntura reúne análises detalhadas dos cenários municipal, estadual e nacional, com gráficos comparativos e indicadores econômicos completos que permitem uma avaliação abrangente da situação. O documento serve como ferramenta essencial para empresários, gestores públicos e pesquisadores entenderem as dinâmicas econômicas locais e planejarem estratégias para os próximos trimestres. A combinação de superávit comercial e crescimento empresarial sugere uma base sólida para a economia de Araraquara, mas os desafios no mercado de trabalho e a inflação exigem atenção constante das autoridades e do setor privado.

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