Acre apresenta crescimento na renda per capita, mas permanece entre os estados com menor rendimento do país
O rendimento per capita no Acre registrou um aumento expressivo de 9,5% em 2025, alcançando uma média mensal de R$ 1.392. No entanto, o estado segue ocupando a terceira posição entre as unidades federativas com a menor renda per capita do Brasil, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27).
Comparação nacional e perda de posição no ranking
Em relação ao ano anterior, o Acre perdeu uma posição no ranking nacional, descendo da quarta para a terceira menor renda per capita do país. Em 2024, o estado apresentava uma média de R$ 1.271, valor que foi superado em 2025 pelo crescimento observado. Apesar da melhora, o rendimento domiciliar per capita para o Brasil como um todo ficou em R$ 2.316 em 2025, destacando a disparidade econômica em relação ao Acre.
Lideranças nacionais e contexto regional
O Distrito Federal liderou o ranking com uma renda per capita de R$ 4.538, seguido por São Paulo (R$ 2.956) e Rio Grande do Sul (R$ 2.839). No contexto da região Norte, o Acre ficou à frente apenas de Ceará (R$ 1.390) e Maranhão (R$ 1.219), mas atrás da maioria dos estados da região, como Amazonas (R$ 1.484) e Pará (R$ 1.420).
Metodologia da pesquisa e importância dos dados
Os valores foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo IBGE. O rendimento domiciliar per capita é definido como a razão entre todos os rendimentos das pessoas que vivem em uma casa e o número total de moradores, oferecendo uma visão detalhada da distribuição de renda no país.
Lista completa dos rendimentos per capita por estado em 2024
- Distrito Federal - R$ 4.538
- São Paulo - R$ 2.956
- Rio Grande do Sul - R$ 2.839
- Santa Catarina - R$ 2.809
- Rio de Janeiro - R$ 2.794
- Paraná - R$ 2.762
- Mato Grosso do Sul - R$ 2.454
- Goiás - R$ 2.407
- Minas Gerais - R$ 2.353
- Mato Grosso - R$ 2.335
- Espírito Santo - R$ 2.249
- Tocantins - R$ 2.036
- Rondônia - R$ 1.991
- Roraima - R$ 1.878
- Rio Grande do Norte - R$ 1.819
- Amapá - R$ 1.697
- Sergipe - R$ 1.697
- Pernambuco - R$ 1.600
- Piauí - R$ 1.546
- Paraíba - R$ 1.543
- Amazonas - R$ 1.484
- Bahia - R$ 1.465
- Alagoas - R$ 1.422
- Pará - R$ 1.420
- Acre - R$ 1.392
- Ceará - R$ 1.390
- Maranhão - R$ 1.219
Este levantamento do IBGE destaca os desafios econômicos enfrentados pelo Acre, mesmo com o crescimento recente, e reforça a necessidade de políticas públicas para reduzir as desigualdades regionais no Brasil.



