Pesquisa Quaest revela aumento na percepção negativa da economia brasileira
Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest e divulgada nesta quarta-feira (11) traz dados preocupantes sobre a percepção dos brasileiros em relação à economia do país. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Percepção sobre o passado recente
Os números mostram que 48% dos entrevistados consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses. Este índice representa um aumento significativo em relação aos 43% registrados nas pesquisas de janeiro e fevereiro. Enquanto isso, apenas 24% dos brasileiros afirmam que a economia melhorou no mesmo período, mantendo-se estável em relação ao mês anterior. Outros 26% avaliam que a situação econômica ficou do mesmo jeito, uma queda em relação aos 30% da pesquisa anterior, e 2% não souberam ou não responderam.
Eleitores independentes: visão ainda mais crítica
Entre os eleitores independentes, grupo considerado crucial para a disputa presidencial de outubro, a percepção negativa é ainda mais acentuada. Metade deste segmento (50%) acredita que a economia piorou nos últimos doze meses. Segundo a Quaest, os eleitores independentes representam 32% do eleitorado brasileiro e são formados por pessoas que não se identificam com direita, esquerda, bolsonarismo ou lulismo.
Expectativas para o futuro
A pesquisa também investigou as expectativas dos brasileiros para a economia nos próximos doze meses, revelando um cenário de crescente pessimismo. O índice dos que acreditam que a situação econômica vai melhorar caiu de 48% em janeiro para 43% em fevereiro e agora se estabiliza em 41%. Em contrapartida, o grupo dos que esperam uma piora na economia aumentou consistentemente: era de 28% em janeiro, passou para 29% em fevereiro e chegou a 34% na pesquisa atual.
Percepção sobre preços de alimentos
Quando questionados especificamente sobre os preços dos alimentos nos mercados, os brasileiros demonstraram grande preocupação. A maioria absoluta (58%) afirma que os preços subiram, enquanto 24% consideram que ficaram iguais e apenas 16% perceberam uma queda. Estes números representam uma piora em relação ao mês anterior, quando 56% diziam que os preços haviam subido.
Poder de compra em declínio
A percepção sobre o poder de compra dos brasileiros também é bastante negativa. Impressionantes 64% dos entrevistados afirmam que conseguem comprar menos do que conseguiam há um ano atrás. Apenas 14% dizem conseguir comprar mais, enquanto 21% consideram que não há diferença significativa. Estes números mostram uma deterioração em relação a fevereiro, quando 61% relatavam poder de compra reduzido.
Mercado de trabalho: dificuldades crescentes
No que diz respeito ao mercado de trabalho, metade dos brasileiros (50%) considera que está mais difícil conseguir emprego atualmente. Em contraste, 40% avaliam que está mais fácil encontrar trabalho, enquanto 4% consideram a situação igual e 6% não souberam ou não responderam. Estes dados representam uma leve piora em relação ao mês anterior, quando 49% diziam que estava mais difícil conseguir emprego.
Os resultados desta pesquisa pintam um quadro preocupante da percepção econômica dos brasileiros, com indicadores mostrando deterioração em múltiplas frentes e expectativas cada vez mais pessimistas para o futuro próximo. A visão crítica é particularmente forte entre os eleitores independentes, grupo que poderá ser decisivo nas próximas eleições presidenciais.



