Pesquisa revela que 29% dos brasileiros têm muitas dívidas e 70% apoiam programas governamentais
29% dos brasileiros têm muitas dívidas, mostra pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest revela panorama do endividamento e percepção econômica no Brasil

Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), traz um retrato detalhado da situação financeira dos brasileiros. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Endividamento atinge diferentes níveis na população

Os dados mostram que 29% dos brasileiros afirmam ter muitas dívidas, enquanto 43% declaram possuir poucas dívidas e 28% dizem não ter nenhuma dívida. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é BR-09285/2026.

Quando questionados sobre programas governamentais que auxiliam famílias endividadas, 70% dos entrevistados se mostraram a favor de que o governo federal gaste mais recursos para apoiar iniciativas de renegociação de dívidas. Apenas 24% se posicionaram contra, e 6% não souberam ou não responderam.

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Desenrola Brasil tem aprovação crescente

Um dos programas mencionados na pesquisa é o Desenrola Brasil, iniciativa do governo federal para renegociar dívidas. Sobre essa medida específica, 46% dos entrevistados afirmam aprovar o programa, um aumento em relação aos 42% registrados em dezembro. A desaprovação subiu de 6% para 9%, enquanto o desconhecimento sobre o programa caiu de 52% para 45%.

Percepção negativa sobre a economia se intensifica

A pesquisa também investigou como os brasileiros avaliam a situação econômica do país. Metade dos entrevistados (50%) considera que a economia piorou nos últimos 12 meses, índice que era de 48% em março e 43% em janeiro e fevereiro. Apenas 21% acreditam que a economia melhorou, enquanto 27% acham que ficou do mesmo jeito.

Quanto às expectativas para os próximos 12 meses, 40% dos brasileiros acreditam que a economia vai melhorar, uma queda constante desde janeiro, quando esse índice era de 48%. Já os que esperam uma piora representam 32%, enquanto 23% acham que vai ficar do mesmo jeito.

Preços dos alimentos e poder de compra preocupam

A percepção sobre os preços dos alimentos mostra uma significativa deterioração: 72% dos entrevistados afirmam que os preços subiram no mês anterior, um aumento de 14 pontos percentuais em relação a março. Apenas 8% perceberam queda nos preços.

No que diz respeito ao poder de compra, 71% dos brasileiros afirmam conseguir comprar menos do que um ano atrás, enquanto apenas 11% dizem conseguir comprar mais. Em março, esses índices eram de 64% e 14%, respectivamente.

Isenção do Imposto de Renda beneficia minoria

A pesquisa também abordou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Os resultados mostram que apenas 31% dos entrevistados foram beneficiados pela medida, enquanto 66% não se enquadraram nos critérios. Não houve mudança significativa em relação à pesquisa anterior de março.

Os dados revelam um cenário complexo onde o endividamento atinge parcelas significativas da população, enquanto a percepção sobre a economia e o poder de compra mostra tendências preocupantes que podem influenciar o debate político e econômico nos próximos meses.

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