Combate à cigarrinha no Vale do São Francisco exige manejo integrado além de defensivos
No trabalho de combate à cigarrinha, uma das pragas que mais atormentam os fruticultores do Vale do São Francisco, a proteção da produção exige manejo integrado da cultura, que vai muito além da simples aplicação de defensivos. Nessa missão crucial, práticas culturais são consideradas absolutamente essenciais para o sucesso, especialmente em regiões onde a viticultura se destaca como uma das bases fundamentais da economia agrícola.
Práticas culturais como pilares do controle
A recomendação dos especialistas é clara e enfática: é necessário adotar um manejo contínuo, focado na prevenção e no uso estratégico de todas as tecnologias disponíveis. Esse cuidado meticuloso se torna fundamental para proteger não apenas a produtividade, mas também a qualidade superior das safras, garantindo a sustentabilidade do setor a longo prazo.
Entre as práticas culturais mais importantes, destacam-se a desbrota e o amarrio, que devem ser conduzidos de forma criteriosa para evitar o excesso de folhas muito jovens, que são as preferidas da cigarrinha. Além disso, uma planta bem estruturada e equilibrada facilita significativamente a penetração e a eficiência das pulverizações, mesmo quando o parreiral apresenta uma densa massa foliar.
Nutrição equilibrada e estratégias preventivas
Garantir uma boa cobertura dos produtos, sejam eles químicos ou biológicos, é decisivo para o sucesso do controle. Outro ponto crítico e frequentemente negligenciado é a nutrição adequada da planta. Desequilíbrios nutricionais podem favorecer sensivelmente a entrada da praga, que é atraída por folhas mais tenras e menos resistentes.
Assim, manter um equilíbrio nutricional preciso também integra a estratégia preventiva de forma indispensável. É fundamental intercalar e alternar esses diferentes tipos de manejo para otimizar a eficácia geral e evitar o desenvolvimento de resistência da praga aos métodos convencionais.
O manejo integrado representa, portanto, uma abordagem holística que combina conhecimento técnico, observação atenta e ações coordenadas, assegurando que os fruticultores possam enfrentar os desafios impostos pela cigarrinha com maior confiança e resultados consistentes.



