Governo libera recursos para famílias afetadas pela salinização no arquipélago do Bailique
Recursos para famílias afetadas pela salinização no Bailique

Governo destina recursos para auxiliar famílias afetadas pela salinização no Bailique

Entre sexta-feira (10) e segunda-feira (13), equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Transportes do Amapá finalizaram a desobstrução de 11 quilômetros do canal do Gurijuba, localizado no arquipélago do Bailique. Este trabalho crucial devolveu a navegabilidade às comunidades que estavam completamente isoladas desde a estiagem registrada em 2025. Técnicos especializados permanecem na região, avaliando meticulosamente se será necessário ampliar os serviços até a foz do rio, uma medida estratégica para que a força natural do oceano possa prevenir novos bloqueios no futuro.

Reforço de equipamentos foi essencial para conclusão

Durante a execução das obras, foi necessário um significativo reforço de equipamentos. A draga inicialmente utilizada não conseguiu atuar eficazmente nos últimos cinco quilômetros do canal, o que exigiu a contratação urgente de uma máquina anfíbia para concluir o serviço com sucesso. “Com esse reforço, conseguimos abrir o canal de forma mais rápida e eficiente”, explicou o secretário de Transportes, Marco Jucá, destacando a importância da adaptação logística.

As comunidades, agora com acesso restabelecido ao transporte e à assistência básica, continuam a pedir atenção contínua das autoridades. Jucá reconheceu abertamente a preocupação dos moradores e afirmou que equipes permanecem na região para monitorar a situação de perto. “Eles estão felizes com a retomada da navegabilidade, mas preocupados que o canal volte a fechar. Por isso nossa equipe segue no local fazendo levantamento detalhado”, acrescentou o secretário.

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Alívio imediato e ações de longo prazo

O coordenador da Defesa Civil, capitão Teufran, ressaltou que a ação trouxe um alívio imediato às famílias que estavam isoladas, enfatizando que a resposta foi cuidadosamente planejada para atender diretamente às necessidades locais. “Nosso papel é dar resposta às comunidades que ficaram isoladas. Agora a rotina voltou, inclusive com melhor assistência às famílias afetadas”, declarou Teufran.

Além da obstrução dos canais, o arquipélago do Bailique enfrenta sérios problemas de salinidade da água, que comprometem gravemente o consumo das famílias. Desde o ano passado, a Defesa Civil atua na região com recursos federais para garantir o transporte regular de água potável. “Ano passado foram destinados R$ 2,2 milhões para atender famílias. Recentemente recebemos mais R$ 720 mil para continuar levando água potável às comunidades”, informou Teufran.

Recursos adicionais para eventos extremos

O coordenador lembrou que o Amapá também sofre com eventos extremos em outras áreas, como os alagamentos registrados em Macapá e Santana. Para ampliar o atendimento às famílias atingidas por essas calamidades, foram destinados R$ 600 mil do governo federal, demonstrando um compromisso abrangente com a segurança e o bem-estar da população.

De acordo com os técnicos envolvidos, não há necessidade de novos recursos para concluir a obra atual de desobstrução. No entanto, existe uma possibilidade real de ampliar o serviço até a foz do rio, uma medida preventiva essencial para evitar que o problema de bloqueio volte a ocorrer, garantindo assim uma solução mais duradoura para as comunidades do Bailique.

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