Prefeito critica cachês milionários e prefeituras de Pernambuco aprovam teto de R$ 350 mil
Prefeito critica cachês altos e teto de R$ 350 mil é aprovado

Prefeito de Belo Jardim ataca cachês exorbitantes em eventos municipais

O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, do União Brasil, manifestou forte crítica nesta terça-feira, 17, contra o pagamento de altos cachês a artistas em eventos promovidos por prefeituras. Ele afirmou que não permitirá gastos milionários enquanto a população enfrenta dificuldades financeiras. "Não vou deixar o povo passar necessidade para pagar R$ 1 milhão para uma banda", declarou Estrela, em vídeo divulgado durante a posse de Pedro Freitas, do PP, como presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

Valores dispararam em pouco tempo, segundo gestor

O prefeito destacou que os custos com contratações artísticas aumentaram drasticamente. "Tem umas bandas que tocaram pra mim era R$ 15 mil, eu liguei essa semana, R$ 200 mil, vai tocar no inferno, na minha cidade não toca", ressaltou Estrela. Sua fala ocorreu em um momento de debate intenso entre gestores municipais sobre os elevados preços cobrados por artistas, refletindo uma preocupação crescente com a responsabilidade fiscal.

Associação municipalista estabelece teto para cachês

No mesmo encontro, prefeitos de Pernambuco aprovaram a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês em eventos municipais. A decisão foi tomada em assembleia da Amupe, após uma pesquisa que contou com a participação de 81% dos municípios pernambucanos. Dos 149 municípios, 96% dos gestores defenderam a necessidade de padronizar os valores pagos a artistas, com sugestões variando entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.

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O valor de R$ 350 mil foi adotado como um ponto intermediário, considerado um consenso entre os prefeitos. A medida resulta de um diálogo com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que têm monitorado os gastos públicos com eventos culturais.

Iniciativa busca equilibrar finanças sem interferir no mercado

Pedro Freitas, presidente da Amupe, explicou ao g1 que a recomendação não retira a autonomia dos municípios, mas leva em conta a realidade financeira de cada cidade. "A proposta prevê exceções e deve funcionar como uma orientação para os gestores na aplicação dos recursos públicos", afirmou Freitas. Ele enfatizou que o teto faz parte de ações articuladas para tentar conter a alta nos cachês, sem o objetivo de interferir diretamente no mercado artístico.

Esta iniciativa visa reforçar a transparência e a responsabilidade fiscal nas contratações, assegurando que os recursos públicos sejam utilizados de forma eficiente, especialmente em um contexto onde muitas comunidades enfrentam desafios econômicos. A discussão continua a gerar repercussão entre gestores e artistas em todo o estado.

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