Governadora do DF revoga exoneração de presidente do Iprev após erro administrativo
DF revoga exoneração de presidente do Iprev após erro

Governadora do DF revoga exoneração de presidente do Iprev após erro administrativo

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), assinou um decreto que tornou sem efeito a exoneração da diretora-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), Raquel Galvão Rodrigues da Silva. A publicação ocorreu no Diário Oficial do DF nesta terça-feira (21), um dia após a saída ter sido anunciada em edição extra do mesmo diário na segunda-feira (20).

Erro na exoneração e mandato de três anos

O Governo do Distrito Federal (GDF) precisou voltar atrás da decisão porque o cargo de diretora-presidente do Iprev tem um mandato fixo de três anos. Raquel Galvão assumiu a posição em 2023 e, portanto, ainda tem tempo a cumprir no instituto, devendo deixar o cargo apenas no final deste ano. Em resposta ao g1, a assessoria da governadora afirmou que "não há o que comentar" sobre o erro administrativo.

A diretora-presidente é alvo de denúncias de suposto nepotismo e favorecimento familiar dentro do Iprev, acusações que ela nega veementemente. Antes da revogação da exoneração, Celina Leão havia nomeado Geraldo Lorenço de Almeida, assessor especial no gabinete da Vice-Governadoria, para assumir o cargo de diretor-presidente do Iprev.

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Mudanças no Inas e déficit milionário

Na mesma publicação de segunda-feira (20), o GDF anunciou alterações significativas no Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas), responsável pelo plano de saúde dos servidores públicos locais. Rodrigo Ramos Gonçalves foi exonerado do cargo de diretor-presidente do instituto.

Para substituí-lo, foi nomeado Pablo Vieira de Castro, que anteriormente integrava a Diretoria Executiva da Postal Saúde como diretor de Produtos, Mercado e Relacionamento. Atualmente, o Inas enfrenta sérias dificuldades, com pacientes tendo problemas para acessar procedimentos básicos devido ao descredenciamento de centenas de prestadores, incluindo clínicas e laboratórios, dentro do plano de saúde.

Um dos principais motivos para esses problemas é o desequilíbrio nas contas do instituto, que registra um déficit alarmante de R$ 141 milhões. Essa situação crítica tem impactado diretamente a qualidade do atendimento aos servidores públicos do Distrito Federal.

Contexto político e administrativo

Este episódio revela falhas no processo administrativo do GDF e levanta questões sobre a gestão de cargos com mandatos fixos. A rápida revogação da exoneração demonstra a necessidade de maior cuidado nas decisões envolvendo posições estratégicas como a presidência do Iprev.

As denúncias de nepotismo contra Raquel Galvão, combinadas com as mudanças no Inas e o déficit financeiro significativo, destacam os desafios enfrentados pela administração pública do Distrito Federal na gestão de institutos previdenciários e de saúde.

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