Amsterdã planeja proibir bicicletas elétricas no centro após aumento de acidentes
Amsterdã proíbe bicicletas elétricas após acidentes graves

Amsterdã planeja proibir bicicletas elétricas no centro após aumento alarmante de acidentes

A cidade de Amsterdã, capital dos Países Baixos, está considerando uma medida drástica para aumentar a segurança no trânsito: a proibição do uso de bicicletas elétricas no parque central da metrópole. A decisão surge como resposta a um levantamento preocupante realizado por hospitais holandeses, que revelou um crescimento significativo nos atendimentos médicos envolvendo ciclistas que utilizam modelos não convencionais desse meio de transporte.

Dados alarmantes justificam a medida

De acordo com o estudo conduzido em outubro de 2025, os ferimentos relacionados a fatbikes — um tipo específico de bicicleta elétrica — exigem tratamento médico adicional em taxas 70% superiores em comparação com os acidentes envolvendo bicicletas convencionais. Além disso, aproximadamente metade dos incidentes registrados com esses veículos elétricos envolveu adolescentes com idades entre 12 e 15 anos, um dado que preocupa profundamente as autoridades locais.

Popularidade versus segurança

As bicicletas elétricas se tornaram extremamente populares em Amsterdã, especialmente entre os jovens e os entregadores de comida, que dependem delas para se locomover rapidamente pela cidade. No entanto, essa ascensão rápida gerou um atrito crescente entre a conveniência do transporte e os riscos à segurança pública. Vale destacar que mais da metade dos 800 mil habitantes de Amsterdã utiliza bicicletas, sejam elas tradicionais ou elétricas, diariamente.

Impacto na mobilidade urbana

A possível proibição reflete um debate mais amplo sobre como equilibrar a inovação no transporte com a proteção dos cidadãos. As autoridades alegam que esses veículos, inicialmente vistos como uma solução ecológica e eficiente, se transformaram em um perigo para os ciclistas e pedestres, exigindo intervenções regulatórias imediatas.

Enquanto a medida ainda está em fase de planejamento, ela já gera discussões intensas sobre o futuro da mobilidade sustentável em uma das cidades mais cicláveis do mundo. A decisão final poderá servir como um precedente importante para outras metrópoles que enfrentam desafios semelhantes com a integração de veículos elétricos leves em seus espaços urbanos.