Prefeitura de Alpinópolis recorre após TJMG suspender saída da Copasa
Alpinópolis recorre após suspensão de saída da Copasa

Prefeitura de Alpinópolis recorre após suspensão de decisão que determinava saída da Copasa

A Prefeitura de Alpinópolis, localizada no Sul de Minas Gerais, informou que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que suspendeu a liminar que obrigava a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) a deixar o município. Esta mudança reverte, por enquanto, o processo de transição dos serviços de abastecimento de água, que havia sido iniciado na última semana, causando incertezas sobre o futuro do saneamento na região.

Contexto da disputa judicial

Na decisão anterior, o TJMG havia determinado que a Copasa encerrasse imediatamente suas atividades em Alpinópolis. Com isso, a administração municipal assumiria a gestão do abastecimento, marcando uma mudança significativa na prestação de serviços públicos. Embora o contrato entre as partes tivesse vigência prevista até 2046, ele foi anulado pela prefeitura em 2020, alegando irregularidades. Mesmo assim, a Copasa continuou operando na cidade devido a um acordo firmado posteriormente, mantendo a prestação de serviços em meio a disputas legais.

A nova determinação da Justiça, porém, suspendeu a liminar e paralisou o processo de transição dos serviços, deixando a situação em um impasse. Em vídeo enviado à produção, o prefeito Rafael Freire (PSB) explicou que o rompimento com a Copasa já tinha ocorrido e afirmou que o município vai recorrer da decisão mais recente. “Não é que o município de Alpinópolis está rompendo com a Copasa, nós já rompemos. Isso foi feito no ano de 2021, quando da anulação do contrato de programa firmado entre a Prefeitura e a Companhia de Saneamento em 2015”, disse o prefeito.

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Fundamentação do recurso

O prefeito destacou que a anulação do contrato se deu em razão de 12 irregularidades encontradas na concessão do serviço público, incluindo a falta de licitação, que é uma das prerrogativas previstas na lei de responsabilidade fiscal. Essas alegações formam a base do recurso que a prefeitura já apresentou ao TJMG, buscando fundamentar ainda mais o pedido para que a transição ocorra no menor tempo possível.

“Nesta semana, essa decisão foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o município acatou. Mas nós já estamos entrando com as contrarrazões, fundamentando ainda mais o pedido do município para que essa transição se dê no menor tempo possível e a vontade administrativa seja restabelecida”, afirmou o prefeito Rafael Freire. Este movimento judicial reflete a determinação da administração municipal em assumir o controle dos serviços de água, apesar dos obstáculos legais.

Posição da Copasa e impacto atual

A reportagem da EPTV também procurou a Copasa, que enviou uma nota em resposta. No comunicado, a companhia informou que não comenta medidas jurídicas relativas a processos em tramitação, mantendo uma postura reservada diante da controvérsia. A empresa acrescentou que seus recursos visam manter a validade do contrato até 2046, conforme previsto inicialmente, defendendo a continuidade de suas operações em Alpinópolis.

Com a suspensão da liminar, todo o processo de mudança na operação do abastecimento permanece interrompido até nova decisão judicial. Esta situação cria um cenário de incerteza para os moradores e para a gestão dos serviços essenciais, com ambos os lados buscando resolver a disputa através de vias legais. O caso destaca as complexidades envolvidas na transição de serviços públicos e os desafios enfrentados por municípios ao buscar autonomia na gestão de infraestruturas críticas como o saneamento básico.

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