Copa do Mundo: ingressos mais caros da história e transporte inflacionado
Copa do Mundo: ingressos e transporte com preços recordes

Faltando apenas três semanas para o início da Copa do Mundo, os torcedores enfrentam os preços mais altos já registrados para assistir aos jogos nas arquibancadas. Pela primeira vez na história, a Fifa implementou o sistema de precificação dinâmica na venda de ingressos: quanto maior a demanda, mais elevado se torna o valor do bilhete. Como resultado, os preços de diversas partidas dispararam nos últimos meses.

Explosão de preços nos ingressos

Um exemplo claro é o confronto entre Espanha e Uruguai. O ingresso mais barato para essa partida saltou do equivalente a R$ 600 para impressionantes R$ 1.575. Já o bilhete mais caro para a grande final está sendo comercializado por aproximadamente R$ 55 mil. Esses valores refletem a nova política adotada pela entidade máxima do futebol mundial, que busca maximizar a receita com base na procura dos torcedores.

Transporte público também sofre inflação

Além dos ingressos, os torcedores precisam lidar com outros custos inflacionados. O exemplo mais polêmico é o transporte público. A viagem do centro de Nova York até o principal estádio da competição, o Nova York/Nova Jersey, que sediará oito partidas – incluindo a estreia do Brasil e a final em 19 de julho –, é relativamente simples de trem. Normalmente, o bilhete de ida e volta custa R$ 64. No entanto, durante a Copa do Mundo, esse mesmo trajeto terá um custo oito vezes maior: US$ 105, cerca de R$ 525, apenas para ir ao jogo.

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O correspondente Guilherme Pereira destacou a situação: “A nossa viagem até o estádio – olha só ele aqui, ó – durou só 15 minutinhos. Esse preço inflacionado fez muitos torcedores na internet cogitarem vir a pé para cá. Mas isso também é muito difícil. O estádio é todo cercado por estradas, é perigoso andar a pé por aqui. Também vai ser possível ir de ônibus por cerca de R$ 100. Mas apenas 18 mil passagens por jogo estão disponíveis nesse serviço”.

Justificativa da Fifa

A Fifa, por sua vez, afirmou que o sistema de preço dinâmico segue o padrão do mercado americano e que 90% da arrecadação da Copa são reinvestidos no desenvolvimento do futebol mundial. Apesar da justificativa, muitos torcedores questionam a acessibilidade do evento, especialmente em um cenário de custos elevados.

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