
O Palmeiras, hein? Sempre uma caixinha de surpresas. Enquanto todo mundo vasculha os mesmos catálogos de sempre, a diretoria alviverde foi pescar onde poucos se arriscam: no chamado "lado B" do futebol europeu.
E não foi por pouco. A bomba financeira veio na forma de um garoto de 19 anos, César Martins. O lateral-esquerdo, que vinha chamando atenção no modestíssimo Estrela da Amadora, de Portugal, acaba de ter sua vida virada do avesso por uma proposta irrecusável. Um pacote de € 7 milhões de euros (sim, você leu certo, R$ 38 milhões!) foi o suficiente para levar o jovem craque para o Brasil.
Mas calma, não é um tiro no escuro. Longe disso. O que faz um clube como o Palmeiras desembolsar uma fortuna dessas por um jogador de um time que luta contra o rebaixamento no campeonato português? A resposta é simples: potencial puro e uma projeção estratosférica.
O Garoto Por Trás dos Milhões
César Martins não é um qualquer. Com apenas 19 primaveras, ele já é titular absoluto do Estrela da Amadora e coleciona performances que fazem os olheiros mais experientes coçarem a barbicha. Rápido, técnico e com uma capacidade de cruzar a bola que é um verdadeiro deleite – parece que a gente já ouviu essa história antes, não parece?
O contrato? Uma ligação de longo prazo. O Verdasco prendeu o jovem até junho de 2029, mostrando que a aposta é para render frutos por muitas temporadas. É um daqueles investimentos para o futuro, mas com um pé firmemente plantado no presente.
Por Que Tanto Investimento?
Ah, essa é a pergunta de um milhão de dólares – ou de 38 milhões de reais. O mercado está inflacionado, todo mundo sabe. Jogadores medianos na Europa custam os olhos da cara. Mas o Palmeiras, espertamente, foi atrás de uma joia ainda não polida pelos grandes centros. É comprar barato (ou, pelo menos, mais barato) para vender caro lá na frente.
É uma estratégia arriscada, sem dúvida. Colocar um garoto, por mais talentoso que seja, sob a pressão de um valor desses e da camisa alviverde... ufa, é para poucos. Mas a comissão técnica acredita piamente que ele tem estofo para aguentar o tranco e se tornar um dos grandes nomes da posição no país.
O que me diz? Será que vamos olhar para trás daqui a dois anos e achar que foi uma pechincha? Ou será mais um nome para a longa lista de promessas que não vingaram? Só o tempo – e muito suor no gramado do Allianz Parque – vai ter a resposta certa.