Virgínia Fonseca usa brecha na Liesa para publicidade no desfile da Grande Rio
Virgínia Fonseca faz publicidade no Carnaval da Grande Rio

Influenciadora encontra brecha para publicidade no desfile da Grande Rio

A influenciadora digital Virgínia Fonseca, que atuou como rainha de bateria da escola de samba Grande Rio durante o Carnaval, encontrou uma maneira criativa e polêmica de promover sua empresa de cosméticos, a wepink, durante o desfile. A estratégia envolveu a utilização de uma brecha nas regras estabelecidas pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que normalmente restringe a publicidade nos elementos principais da apresentação.

Explorando as regras da Liesa

De acordo com as normas da Liesa, é estritamente proibida qualquer forma de propaganda, seja implícita ou explícita, no enredo, nas alegorias, nos adereços, nas alas ou no samba-enredo das escolas. No entanto, existe uma exceção que permite o merchandising nas vestimentas dos empurradores das alegorias, que são os responsáveis por movê-las ao longo da avenida.

Foi justamente essa brecha que Virgínia Fonseca aproveitou ao pagar para estampar o nome da wepink nos uniformes da equipe de apoio da agremiação. Com essa ação, a marca de cosméticos ganhou visibilidade significativa, aparecendo tanto na transmissão televisiva do desfile quanto nos registros fotográficos e vídeos feitos durante o evento.

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Impacto e repercussão da estratégia

A publicidade realizada por Virgínia Fonseca no desfile da Grande Rio gerou discussões sobre os limites da promoção comercial durante o Carnaval, um evento tradicionalmente focado na cultura e na arte. A influenciadora, conhecida por seu grande alcance nas redes sociais, conseguiu transformar sua participação como rainha de bateria em uma oportunidade de negócios, algo que pode inspirar outras figuras públicas a adotarem táticas semelhantes em futuras edições.

Especialistas em marketing e direito comercial destacam que, embora a ação esteja dentro das regras atuais, ela levanta questões sobre a necessidade de revisão das normas da Liesa para evitar que o caráter cultural do Carnaval seja sobreposto por interesses comerciais. A situação também coloca em evidência o poder das influenciadoras digitais em moldar tendências e explorar oportunidades em eventos de grande visibilidade.

Enquanto isso, a Grande Rio e a Liesa não se pronunciaram oficialmente sobre o caso, mas a movimentação em torno do tema sugere que o episódio pode influenciar futuras decisões regulatórias para os desfiles de samba. A publicidade da wepink no Carnaval de 2026 certamente será lembrada como um exemplo de como as brechas nas regras podem ser utilizadas de forma estratégica no mundo do entretenimento e dos negócios.

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