Acidente com óleo interrompe desfiles e causa queda de casal no Sambódromo
Um incidente inusitado marcou a primeira noite do Grupo Especial do carnaval de São Paulo no Sambódromo do Anhembi. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos do Tatuapé, Rud Gonçalves e Stefany Dias, sofreu uma queda durante o desfile na madrugada deste sábado (14). Eles escorregaram, um após o outro, em uma poça de óleo derramada por um dos carros alegóricos da escola de samba.
Reação rápida e continuidade do desfile
O casal, que representava a agremiação do Tatuapé, levantou-se rapidamente e seguiu desfilando normalmente, demonstrando profissionalismo diante do imprevisto. Segundo a assessoria de imprensa da escola, eles não sofreram lesões com a queda, o que permitiu a continuidade da apresentação sem maiores complicações para os artistas.
Interrupção dos desfiles e atraso significativo
O óleo derramado na pista, no entanto, exigiu medidas de segurança imediatas. A organização do carnaval precisou interromper os desfiles para realizar a limpeza adequada da avenida. Essa paralisação causou um atraso considerável na programação:
- A entrada da escola Vai-Vai, prevista para as 4h25, ocorreu somente por volta das 5h40
- O atraso total superou uma hora e quinze minutos
- A escola Rosas de Ouro, que desfilou antes do Vai-Vai, também foi afetada pelo problema
Questão de penalização e avaliação
De acordo com o manual da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, cada queda durante o desfile resulta em desconto de 0,1 ponto na avaliação. Porém, a Acadêmicos do Tatuapé acredita que não será penalizada por este incidente específico por dois motivos principais:
- Somente o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira recebe nota oficialmente
- Não havia jurados naquela altura da avenida no momento da queda, o que deve preservar a avaliação de quesitos como Evolução
Limpeza e preparação para a segunda noite
As equipes de manutenção trabalharam intensamente para resolver o problema. Na noite deste sábado, poucas horas antes do início dos desfiles da 2ª noite, funcionários do sambódromo ainda estavam jogando serragem e terra na avenida para remover completamente os resquícios da poça de óleo. Essa medida preventiva visava garantir a segurança total dos participantes e evitar novos incidentes durante as apresentações seguintes.
O derramamento de óleo partiu especificamente de uma alegoria da Acadêmicos do Tatuapé, conforme confirmado pela organização do evento. A necessidade de interrupção imediata dos desfiles foi uma decisão tomada prioritariamente por questões de segurança, visando proteger todos os componentes das escolas e garantir condições adequadas para as apresentações.
