Imperatriz Leopoldinense homenageia Ney Matogrosso na Sapucaí com novas regras de julgamento
A Imperatriz Leopoldinense apresentou um desfile emocionante em homenagem ao icônico artista Ney Matogrosso na Marquês de Sapucaí, durante o carnaval 2026 do Rio de Janeiro. A apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial acontece nesta quarta-feira (18), a partir das 15h50, com transmissão ao vivo pela TV Globo, pelo Globoplay e também pelo portal g1.
Ordem dos desfiles e homenagens marcantes
Os desfiles ocorreram ao longo de três noites, com cada escola apresentando enredos cuidadosamente elaborados. No domingo (15 de fevereiro), desfilaram a Acadêmicos de Niterói, a Imperatriz Leopoldinense, a Portela e a Estação Primeira de Mangueira. A segunda-feira (16 de fevereiro) foi marcada pela Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca. Já na terça-feira (17 de fevereiro), apresentaram-se a Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro.
Além da homenagem da Imperatriz a Ney Matogrosso, outros desfiles se destacaram por suas temáticas. A Mangueira trouxe um enredo sobre Mestre Sacaca, a Mocidade homenageou Rita Lee, a Viradouro celebrou Mestre Ciça e a Unidos da Tijuca apresentou um tributo a Carolina Maria de Jesus. Cada escola buscou inovar dentro das novas regras de julgamento implementadas este ano.
Novas regras de julgamento e apuração
O carnaval do Rio introduziu mudanças significativas no sistema de julgamento e apuração para o Grupo Especial, atendendo a pedidos das próprias escolas de samba. Desde 2025, as notas já eram fechadas ao fim de cada noite de desfiles, e não apenas após a apresentação da última escola. Em 2026, o regulamento foi ampliado com critérios de avaliação mais detalhados, aumento no número de jurados e alterações na dinâmica de apresentação na Sapucaí.
A principal novidade foi a implantação das cabines espelhadas. Dois grupos de jurados ficaram posicionados frente a frente na avenida, nos setores 6 e 7, obrigando as escolas a pensarem o desfile em 360 graus. Isso impactou especialmente quesitos como mestre-sala e porta-bandeira e comissão de frente, que tradicionalmente priorizavam um dos lados da pista. Agora, as apresentações precisaram contemplar igualmente ambos os lados, exigindo novas estratégias coreográficas e maior integração com o público.
Detalhamento do modelo de avaliação
O modelo de avaliação foi profundamente reformulado. Os nove quesitos tradicionais passaram a reunir 26 subquesitos, com maior peso para critérios como criatividade e concepção. A comissão de frente, por exemplo, além de indumentária e apresentação, passou a ser avaliada também pela ideia e criatividade. Mestre-sala e porta-bandeira foram julgados por fantasia, coreografia e harmonia, enquanto a bateria recebeu notas por manutenção da cadência, conjugação dos instrumentos, criatividade e versatilidade.
A exigência técnica aumentou consideravelmente, e até mesmo as notas 10 precisaram ser justificadas pelos jurados. O número total de julgadores subiu para 54, mas, na prática, continuam valendo 36 notas, já que dois jurados de cada quesito foram descartados por sorteio antes da apuração. Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a ampliação buscou formar um banco mais amplo e diverso de avaliadores.
Com essas novas regras, cada escola definiu sua própria estratégia de adaptação, resultando em desfiles marcados por apresentações pensadas para todos os ângulos da avenida e por um julgamento mais detalhado e técnico. A apuração desta quarta-feira promete revelar como as escolas se saíram diante desses desafios, com expectativa alta entre os fãs do carnaval carioca.



