Seleção sueca busca vaga na Copa do Mundo após fracasso nas Eliminatórias
A geração badalada da Suécia, composta por jogadores que movimentaram milhões de euros no mercado europeu, chega à semifinal da repescagem para a Copa do Mundo cercada de desconfianças. O desempenho decepcionante nas Eliminatórias da UEFA deixou a equipe em situação delicada, sendo salva apenas pelo regulamento da Liga das Nações. Nesta quinta-feira, às 16h45 (horário de Brasília), a seleção encara a Ucrânia em um duelo crucial que pode definir seu destino no torneio mundial.
Expectativas frustradas e ataque ineficiente
A Suécia iniciou as Eliminatórias com grandes expectativas devido ao seu elenco estrelado. A dupla de ataque formada por Viktor Gyökeres e Alexander Isak, que juntos movimentaram impressionantes 212 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,2 bilhão) na última janela de transferências, não correspondeu às expectativas. Gyökeres foi adquirido pelo Arsenal, enquanto Isak foi contratado pelo Liverpool, mas o desempenho coletivo ficou muito aquém do esperado.
A seleção somou apenas dois pontos ao longo da campanha e terminou na última colocação do Grupo B, que também contava com Suíça, Kosovo e Eslovênia. O ataque, tão badalado e comentado no cenário do futebol europeu, marcou apenas quatro gols em seis partidas, demonstrando uma ineficiência preocupante para uma equipe com tantos recursos ofensivos.
Salvação pelo regulamento e pressão sobre a "geração do bilhão"
Mesmo com o vexame nas Eliminatórias, a Suécia não ficou completamente fora da disputa pela vaga na Copa do Mundo. A equipe foi salva graças ao seu desempenho na Liga das Nações, onde conquistou o título do seu grupo. O formato da repescagem europeia inclui as 12 segundas colocadas das Eliminatórias e quatro campeãs de chave da Liga das Nações que não conseguiram a classificação direta.
Este desempenho recente, somado à ausência na última edição da Copa do Mundo, coloca uma pressão significativa sobre os ombros da chamada "geração do bilhão" sueca. Além de Gyökeres e Isak, a seleção conta com jovens talentos como Anthony Elanga (Newcastle), Lucas Bergvall (Tottenham), Roony Bardghij (Barcelona) e Yasin Ayari (Brighton), todos com menos de 25 anos e considerados as grandes promessas do futebol sueco.
Caminho difícil e desfalque importante
O caminho para a classificação não será nada fácil para a seleção sueca. Após enfrentar a Ucrânia na semifinal da repescagem, a equipe terá pela frente o vencedor do duelo entre Polônia e Albânia em uma partida que valerá a tão desejada vaga na Copa do Mundo. Se alcançar a final, a Suécia terá a vantagem de jogar o confronto decisivo em casa.
Porém, a equipe chega a este momento crucial com um desfalque de peso. Alexander Isak sofreu uma fratura na fíbula esquerda e uma contusão no tornozelo durante um jogo entre Liverpool e Tottenham em dezembro. O atacante passou por cirurgia e ainda está em fase de recuperação, motivo pelo qual não foi convocado para a repescagem, deixando um vazio importante no setor ofensivo sueco.
Histórico na repescagem e ausência de Ibrahimovic
A Suécia disputa a repescagem para a Copa do Mundo pela quarta vez consecutiva, demonstrando uma certa dificuldade em garantir a classificação direta. A seleção só conseguiu avançar para o Mundial em 2018, quando eliminou a Itália no jogo decisivo. Em 2014 e 2022, Portugal e Polônia foram os algozes que impediram a classificação sueca, respectivamente.
Em todas essas ocasiões anteriores, a Suécia contou com a presença e liderança do lendário Zlatan Ibrahimovic, que agora está aposentado. A ausência do ícone do futebol sueco representa um desafio adicional para esta nova geração, que precisa provar seu valor sem a referência máxima do país nas últimas décadas.
Se conseguir se classificar para a Copa do Mundo, a Suécia ficará no Grupo F, onde enfrentará Holanda, Japão e Tunísia. Na última participação em um Mundial, em 2018, a seleção foi eliminada pela Inglaterra nas quartas de final, após uma campanha que havia gerado esperanças entre os torcedores suecos.



