Ex-jogador Raí defende MST durante desfile de Carnaval e analisa cenário político no esporte
O ex-jogador de futebol Raí participou ativamente do desfile da Acadêmicos do Tatuapé nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, manifestando apoio público ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e levantando questões importantes sobre o envolvimento político dos esportistas brasileiros.
Enredo carnavalesco aborda reforma agrária com parceria do MST
A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé apresentou o enredo “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”, desenvolvido em colaboração direta com o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra. Durante o desfile, Raí não apenas participou como defensor da organização, mas também promoveu o que chamou de reparação histórica necessária para o país.
Em entrevista concedida na concentração do desfile, o ex-atleta foi enfático ao declarar: “Como foram divididas as terras e concentrando nas mãos de pouca gente, estamos muito atrasados ainda, esse movimento é um exemplo para o mundo”. Suas palavras reforçaram o posicionamento político que tem mantido publicamente nos últimos anos.
Análise sobre a escassez de esportistas alinhados à esquerda
Questionado especificamente sobre a razão pela qual existem poucos esportistas brasileiros que se identificam com posicionamentos de esquerda, Raí apresentou uma análise fundamentada em três pilares principais:
- Falta de informação adequada sobre questões políticas e sociais
- Conscientização limitada sobre desigualdades estruturais
- Formação insuficiente para engajamento político crítico
O ex-jogador, que já fez o gesto do “L” utilizado pela campanha petista para demonstrar apoio ao presidente Lula em eventos internacionais, destacou que o ambiente esportivo muitas vezes não incentiva a reflexão política entre os atletas.
Contexto político e social do desfile
O desfile da Acadêmicos do Tatuapé representou um momento significativo de intersecção entre cultura popular e debate político, trazendo para a avenida uma discussão que normalmente permanece restrita a círculos acadêmicos e movimentos sociais. A presença de Raí, como figura pública reconhecida nacionalmente, amplificou ainda mais a mensagem do enredo.
Este não é o primeiro posicionamento político do ex-atleta, que tem se mostrado cada vez mais engajado em causas sociais desde o fim de sua carreira profissional. Sua participação no Carnaval paulistano reforça a tendência de personalidades do esporte utilizarem sua visibilidade para defender pautas específicas.
O evento também ocorreu em um contexto nacional onde discussões sobre reforma agrária, distribuição de terras e movimentos sociais rurais continuam sendo temas centrais do debate público, especialmente considerando as políticas implementadas pelo governo federal atual.
