O frio chegou e trouxe consigo dezenas de toucas, cachecóis e lenços para as ovelhas 'Pacha' e 'Mama', que vivem em um chalé em Urupema (SC). As irmãs de dois anos enfrentam as temperaturas negativas da cidade serrana, conhecida como Capital Nacional do Frio.
Mimos e acessórios
As ovelhas são bastante mimadas pelos tutores, Ivanir e Edson Koerich, além dos hóspedes da pousada, que aproveitam para fazer carinho nos pelos encaracolados ou oferecer comidinhas diretamente das mãos. 'Eu gosto mesmo é de enfeitá-las, elas são nossas mascotes. E são paparicadas. Quanto aos turistas e nossos hóspedes, é só dar um milho que elas comem na mão', comentou Ivanir.
Adoção e proteção
Pacha e Mama foram adotadas pelo casal em 2024 e, desde então, desfilam com adereços feitos pela própria Ivanir, mesmo já tendo proteção natural contra o frio devido à pelagem extensa. 'Como minha filha cresceu, eu faço tudo isso para enfeitar. Durante o ano todo eu deixo elas enfeitadas', comentou. Nas estações mais quentes, Ivanir opta por lenços, laços e itens mais frescos, mas nunca deixa de caprichar nos acessórios.
Urupema e o frio intenso
A 1.425 metros acima do nível do mar, Urupema é a cidade mais alta de Santa Catarina e integra, junto com Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra, uma das regiões mais frias do país, segundo a Epagri/Ciram. Neste mês, a cidade registrou um amanhecer de -5,6°C, quando um 'tapete de gelo' cobriu a vegetação.
Proteção natural da lã
Guilherme Renzo Rocha Brito, professor do departamento de zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que a lã grossa e a pele das ovelhas as protegem do frio e da umidade em dias mais gelados. 'A lã é um casaco natural delas, é uma estratégia comum de termorregulação. Estruturas que mantêm um colchão de ar entre o corpo e o ambiente externo, como o ar é bom isolante (a transferência de temperatura é mais demorada), vários animais que precisam manter calor tiveram estruturas semelhantes selecionadas', explica.



