Cobras do Bioparque Pantanal fazem 'passeio' como parte de protocolo de bem-estar animal
Cobras do Bioparque Pantanal fazem 'passeio' por bem-estar

Cobras do Bioparque Pantanal fazem 'passeio' como parte de protocolo de bem-estar animal

As serpentes Capitu, uma píton-albina, e Rachel Carson, uma jiboia, tiveram uma experiência incomum no Bioparque Pantanal, localizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Elas foram levadas para fora de seus recintos em um verdadeiro "passeio" que faz parte do protocolo de manejo e bem-estar animal do maior aquário de água doce do mundo. O objetivo principal desta prática é garantir estímulos naturais que contribuam significativamente para a saúde física e mental das cobras.

Atividades durante o 'rolê' das serpentes

Durante a atividade, as cobras aproveitaram para tomar sol, explorar outros espaços do bioparque e ter contato com diferentes cheiros e sons do ambiente externo. Segundo a equipe técnica responsável, esta prática é meticulosamente planejada e ocorre de forma periódica, integrando-se ao protocolo permanente de bem-estar animal. No caso específico de Capitu e Rachel Carson, a saída dos recintos permite que elas se estiquem completamente e ocupem um espaço maior, o que é vital para seu desenvolvimento muscular e conforto.

Além disso, a exposição à luz solar direta contribui para a produção de vitaminas essenciais, como a vitamina D, que é crucial para o equilíbrio do organismo desses répteis. Embora os ambientes internos do bioparque contem com iluminação artificial adequada e de alta qualidade, a luz natural é considerada um componente importante para a saúde geral das serpentes, oferecendo benefícios que a tecnologia ainda não consegue replicar integralmente.

Estrutura e normas dos recintos

Os recintos onde as cobras residem seguem rigorosamente as normas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Esses espaços são projetados para manter um controle preciso de temperatura, umidade, iluminação e áreas de abrigo, garantindo um habitat seguro e confortável. Conforme explicou a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, que acompanhou pessoalmente a atividade, o procedimento de levar as cobras para passeios externos é uma parte integrante e essencial do compromisso do bioparque com o bem-estar animal.

"Esta prática não é apenas um evento isolado, mas sim um componente fundamental do nosso protocolo contínuo para assegurar que todos os animais sob nossos cuidados tenham uma vida plena e saudável", afirmou Balestieri. Ela destacou ainda que o Bioparque Pantanal, como o maior aquário de água doce do mundo, com impressionantes 5 milhões de litros de água, tem a responsabilidade de ser um exemplo em termos de conservação e cuidado animal.

Contexto e importância do Bioparque Pantanal

O Bioparque Pantanal não é apenas um atrativo turístico, mas também um centro de pesquisa e educação ambiental. Recentemente, ele entrou na lista de atrativos turísticos mais sustentáveis, reforçando seu papel na promoção da biodiversidade e do turismo responsável. Entre seus habitantes curiosos, além de Capitu e Rachel Carson, estão diversas espécies aquáticas e terrestres que fascinam visitantes e pesquisadores.

Esta iniciativa de bem-estar animal reflete uma tendência crescente em zoológicos e aquários ao redor do mundo, onde se busca enriquecer a vida dos animais em cativeiro através de atividades que simulam comportamentos naturais. No caso das cobras, o passeio oferece uma oportunidade única para que elas exercitem seus instintos de exploração e se adaptem a variações ambientais, o que pode melhorar sua resiliência e bem-estar a longo prazo.

Em resumo, o "rolê" das cobras no Bioparque Pantanal é mais do que uma simples curiosidade; é uma prática bem fundamentada que demonstra o compromisso da instituição com a saúde e a felicidade de seus animais, servindo como um modelo para outras organizações similares no Brasil e no exterior.