Capivara com artefato preso ao tórax em Piracicaba recebe área especializada para resgate
A Prefeitura de Piracicaba, no interior de São Paulo, preparou uma área de manejo e contenção para retirar um objeto preso ao tórax de uma capivara. Segundo a administração municipal, equipes da Divisão de Proteção Animal realizam tentativas contínuas de captura desde o dia 29 de janeiro de 2026, com o objetivo de proceder à retirada do artefato e garantir a segurança do animal.
Estrutura de manejo concluída e estratégia de captura
Nesta quarta-feira (18), a prefeitura divulgou que a estrutura da área de manejo foi concluída nos últimos dias. O espaço foi montado próximo ao local já frequentado pela capivara, com cercamento e técnicas especializadas que asseguram a segurança tanto da equipe quanto do animal. A equipe monitora constantemente o comportamento da capivara para realizar o procedimento no momento mais oportuno, minimizando o nível de estresse.
O local exato da armadilha não será divulgado para evitar que curiosos afugentem o animal e prejudiquem o trabalho, conforme informado pela prefeitura. O manejo depende de que a capivara entre voluntariamente no espaço, sem perceber alterações no ambiente, uma abordagem que requer paciência e precisão.
Desafios no resgate e comportamento do animal
O veterinário e gerente da Divisão de Proteção Animal, Mauricio Etechebere, explicou que a capivara tem comportamento arredio, percebendo a aproximação das equipes e se esquivando rapidamente para buscar refúgio no rio, localizado a menos de 1,5 metro do ponto onde costuma ser vista. "Além disso, não é possível realizar a sedação do animal nessas condições, e alternativas como o uso de armadilhas dependem de autorização de órgãos ambientais, como o Ibama, o que inviabiliza a adoção imediata desse método", completou.
A capivara já foi avistada em diferentes ocasiões nas imediações da Avenida Cruzeiro do Sul, mas nem sempre é encontrada no mesmo ponto. Por se tratar de uma espécie que se desloca em bandos e possui ampla mobilidade, ela muda com frequência de localidade, exigindo monitoramento constante por parte das equipes.
Segunda capivara ferida e alerta à população
Uma segunda capivara com ferimentos também foi identificada na região, mas a avaliação técnica concluiu que as lesões são resultado de disputas territoriais naturais do bando. A prefeitura informou que, ao contrário do primeiro caso, este segundo não terá intervenção, pois o procedimento causaria estresse excessivo e desnecessário à fauna silvestre.
A administração municipal reforça que o descarte irregular de resíduos representa um risco significativo à fauna local e pede atenção da população para preservar as margens do rio, evitando situações que possam prejudicar os animais.