Cabo da PM morto em confronto será sepultado nesta quarta-feira na Bahia
A Polícia Civil da Bahia mantém uma intensa operação para capturar suspeitos envolvidos no confronto que resultou na morte do cabo da Polícia Militar, Glauber Rosa Santos, de 42 anos. O crime ocorreu na madrugada de terça-feira (3), no bairro Vale das Pedrinhas, em Salvador, e desencadeou uma série de ações policiais que culminaram na morte de oito homens horas depois.
Investigações em andamento e busca por justiça
O delegado-geral André Viana expressou solidariedade à família e colegas do policial, enfatizando o compromisso com a elucidação do caso. "Não haverá trégua até que todos sejam levados à Justiça", declarou, destacando o empenho total das equipes desde os primeiros momentos do ocorrido.
Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio de departamentos operacionais e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), realizaram rondas em diversos pontos do bairro. As investigações são subsidiadas por depoimentos e informações coletadas, visando desarticular o grupo criminoso responsável pelo ataque.
Perfil das vítimas e reforço no policiamento
Os nomes dos oito homens mortos nos confrontos não foram divulgados, mas a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que seis deles tinham passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação. Os outros dois suspeitos permanecem não identificados.
O policiamento na região foi reforçado, com ações orientadas pela inteligência policial para combater uma facção envolvida em mortes, tráfico de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.
Detalhes da morte do cabo Glauber e impacto na comunidade
O cabo Glauber Rosa Santos foi baleado na cabeça durante o que a SSP-BA descreveu como um "ataque de traficantes". Ele foi socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. O secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, classificou os suspeitos de "covardes faccionados" e lamentou profundamente a perda.
Nascido em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, Glauber ingressou na Polícia Militar em 2009, trabalhava no 30° Batalhão (Nordeste de Amaralina) e deixou dois filhos – um de 8 anos e outro de 3 anos. A Polícia Militar está prestando assistência à família e intensificou as buscas pelos envolvidos.
Devido às operações, os ônibus do transporte público de Salvador deixaram de passar pela entrada do bairro, obrigando os moradores a caminharem até a Avenida Juracy Magalhães para acessar os veículos.
Violência se estende a outro bairro de Salvador
Na noite de segunda-feira (2), outro episódio violento ocorreu no bairro Jardim Santo Inácio, a 15,5 km do Vale das Pedrinhas. Dois homens morreram em uma troca de tiros com policiais militares durante rondas na região. Os suspeitos foram levados ao Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), mas não sobreviveram. Seus nomes também não foram revelados, e o policiamento foi reforçado na área na manhã seguinte, assustando os moradores.
As autoridades continuam mobilizadas para conter a violência e garantir a segurança na capital baiana, enquanto a comunidade chora a perda de um servidor público dedicado.