Policial Militar é filmado chutando rosto de mulher em São Vicente, litoral de SP
PM chuta mulher no rosto em São Vicente; caso é filmado

Policial Militar é filmado chutando rosto de mulher em São Vicente, litoral de SP

Testemunhas que presenciaram um policial militar chutando uma mulher em um prédio de São Vicente, no litoral de São Paulo, ficaram profundamente assustadas com o nível de violência empregado. Ao g1, um morador do edifício relatou que, antes do chute, o agente desferiu um soco violento contra a vítima, que chegou a ficar desacordada no local. O caso ocorreu em um prédio localizado na rua Amador Bueno da Ribeira, no Centro de São Vicente, na madrugada de quinta-feira (19).

Chamada policial termina em agressão extrema

De acordo com a testemunha, a Polícia Militar (PM) foi acionada porque a mulher estava em surto psicótico, gritando frases sem sentido dentro das dependências do prédio. No entanto, quando os agentes chegaram ao local, a ação deles surpreendeu negativamente toda a população presente. “Foi um show de horrores. Quando a gente chama a polícia, não é para esse tipo de coisa. A gente acreditou que eles iam tomar controle da situação e, de certa forma, conter a moça, mas não desse jeito”, disse o morador, que terá a identidade preservada por questões de segurança.

Imagens obtidas pelo g1 mostram a mulher deitada no corredor do prédio, com dois policiais ao seu redor. Em determinado momento, ela tenta segurar o pé de uma policial feminina, mas tem o rosto chutado com força pelo outro PM. O vídeo também mostra a mulher, vítima das agressões, com o rosto completamente ensanguentado após o ataque.

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Sequência de violência descrita por testemunha

O morador detalhou que ouviu os gritos da mulher e foi até a recepção do prédio para checar o que estava acontecendo. No local, ele encontrou a vítima, visivelmente alterada, sendo contida pelo síndico. Segundo seu relato, os policiais chegaram e levaram a mulher para uma área da garagem do prédio. “Quando a levaram para lá, a gente já não conseguiu ver muita coisa, mas levaram à base de empurrões. Foi nesse momento em que, acho que ela tentou vir novamente para a portaria, para nossa visão”, afirmou.

De acordo com ele, a mulher tentou passar pelos policiais, mas foi empurrada e reagiu desferindo um tapa contra o agente. “Foi tão rápido que a gente nem sabe se pegou no pescoço, no rosto ou se ele desviou. Eu sei que foi tão rápido que ele puxou o pescoço para trás. Em seguida, [o policial] deu um soco em que ela caiu no chão desacordada”, relembrou o testemunho.

Chute ocorreu com vítima no chão

A agressão assustou tanto o morador que ele passou a gravar a situação. Segundo sua descrição, o chute ocorreu momentos depois do soco, quando a vítima estava retomando a consciência e tentou segurar no pé da policial feminina. “Ela tentar segurar o pé não foi uma agressão, pelo menos foi o que a gente viu, não parecia uma agressão. [...] Não se agride ninguém dessa forma. Mas, na sequência, o policial já foi e deu o chute na cara dela, com ela no chão”, lamentou o homem.

Os moradores tentaram intervir para defender a vítima, mas o policial que desferiu as agressões manteve a população afastada com ameaças. “Ele meio que ameaçava o pessoal. [...] O que mais chocou a gente foi a forma com que ele falava [...]. O síndico do prédio foi mais prestativo do que a polícia. Se não tivesse chamado a polícia, não tinha acontecido isso”, afirmou a testemunha.

Resposta das autoridades e situação da vítima

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que a PM apura todas as circunstâncias do caso. A pasta acrescentou que a corporação não compactua com excessos ou desvios de conduta e que pune com rigor situações desse tipo. Enquanto isso, segundo a Prefeitura de São Vicente, agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminharam a mulher agredida ao Pronto-Socorro Central com um ferimento na cabeça.

Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, ela já foi liberada do atendimento médico e se recupera em casa. O caso continua sob investigação pelas autoridades competentes, enquanto a comunidade local permanece chocada com as imagens de violência que circularam amplamente.

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