Corpo de piauiense morto em operação no Rio de Janeiro será sepultado em cidade natal
O corpo de Leandro Silva Sousa, piauiense de 30 anos natural de Milton Brandão, que faleceu durante uma operação policial no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, será trasladado para seu município de origem, onde receberá sepultamento. A confirmação foi dada pela esposa dele, Roberta Ferro Hipólito, nesta quinta-feira (19), em entrevista ao g1.
Detalhes do traslado e cerimônia fúnebre
Segundo informações fornecidas por Roberta, o corpo já foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e está sob os cuidados de uma funerária. Familiares e amigos poderão prestar as últimas homenagens na capela do cemitério do Catumbi, no Rio de Janeiro, durante o horário das 8h às 10h desta sexta-feira (20). Após o velório, o corpo será encaminhado ao aeroporto com destino ao Piauí.
Leandro residia há aproximadamente cinco anos no Rio de Janeiro, onde trabalhava como ajudante de cozinha. Ele e Roberta mantinham um relacionamento de três anos. A esposa destacou que, após a chegada ao estado, ainda existem custos adicionais com o transporte de Teresina para Milton Brandão, além das despesas relacionadas ao velório e ao sepultamento.
Família solicita auxílio para cobrir despesas
A família está pedindo ajuda para custear o traslado e os demais gastos funerários. De acordo com Roberta, parte do valor necessário já foi arrecadada, porém ainda faltam recursos para completar todas as despesas. “O gasto é grande. A ida já foi arrecadada, mas tem o transporte de Teresina até a cidade dele e outros custos”, afirmou ela, ressaltando a necessidade de apoio financeiro.
Circunstâncias da morte e investigação em andamento
Leandro Silva Sousa faleceu durante uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, localizado na Região Central do Rio de Janeiro, na quarta-feira (18). A versão oficial da corporação policial indica que criminosos invadiram a residência onde ele se encontrava, fizeram moradores reféns e houve confronto durante a ação.
No entanto, Roberta, que também estava no local, contesta essa narrativa. Ela afirma que não ocorreu troca de tiros e que os suspeitos pretendiam se entregar quando policiais adentraram o imóvel atirando. Segundo seu relato, o marido foi atingido durante a operação.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio de Janeiro. Testemunhas serão ouvidas para esclarecer os detalhes e as circunstâncias exatas da ocorrência, buscando elucidar as divergências entre a versão policial e o depoimento da família.



