Soldado da PM é preso após agredir colega e ameaçar policiais em supermercado de Vitória
Soldado da PM preso por agredir colega e ameaçar policiais

Soldado da Polícia Militar é preso após violento episódio de agressão contra colega em Vitória

Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo, identificado como Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, foi preso na noite de sábado (21) após protagonizar uma cena de violência extrema no estacionamento de um supermercado no bairro Jardim Camburi, em Vitória. O militar agrediu fisicamente uma colega de profissão, a soldado Emylly Santos Rodrigues Ramos, e ainda ameaçou outros policiais que intervieram no conflito, resultando em sua detenção imediata.

Confusão generalizada atrai patrulha policial

Uma viatura da Polícia Militar que realizava patrulhamento rotineiro na região foi acionada para verificar uma briga generalizada no estacionamento do estabelecimento comercial. Ao chegar ao local, os policiais encontraram três indivíduos envolvidos no conflito: o soldado Marcelo Ramos Araújo, a soldado Emylly Santos Rodrigues Ramos e o civil Rodrigo Alves Ramos. Segundo relatos oficiais, Marcelo estava visivelmente alterado e começou a desrespeitar a equipe policial assim que esta chegou ao local.

Ao receber ordens para cessar as agressões, o soldado reagiu com violência, empurrando os militares na tentativa de continuar atacando a colega Emylly. A situação exigiu o uso de força proporcional, com os policiais utilizando bastão e spray de pimenta para conter a agressão descontrolada. Durante a abordagem, Marcelo passou a proferir graves ameaças contra os colegas de profissão, declarando: "Vocês vão se f*, seus recrutas, eu vou matar vocês".

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Resistência violenta durante a prisão

Mesmo após receber voz de prisão, o soldado continuou exaltado e descontrolado. Outras equipes policiais foram acionadas para dar suporte à operação, e o comandante do policiamento da unidade tentou estabelecer diálogo com o militar, sem obter qualquer sucesso. No momento crítico em que estava sendo algemado, Marcelo desferiu um violento soco no rosto do sargento Robson, quebrando os óculos do policial e exigindo a intervenção de quatro militares para finalmente ser contido.

Durante o processo de imobilização, o soldado agressor sofreu escoriações no rosto e em diversas partes do corpo. A soldado Emylly relatou posteriormente que havia se afastado de Marcelo anteriormente e que, ao se reencontrarem no local, foi retirada de forma brusca do carro e agredida repetidamente no rosto. Ela afirmou que as agressões físicas e ameaças são frequentes em seu relacionamento, com Marcelo controlando sua vida financeira através de ameaças de morte ou de deixá-la aleijada.

Histórico de ameaças e violência doméstica

Segundo o depoimento da vítima, o soldado costumava afirmar que atiraria em sua mão e joelho caso ela não obedecesse suas ordens. Essas ameaças estariam documentadas em mensagens trocadas através do aplicativo WhatsApp, constituindo evidência importante para o caso. Seguranças do supermercado testemunharam que Marcelo lançou a colega policial ao chão e desferiu múltiplos golpes contra sua cabeça durante a agressão.

A vítima apresentava marcas visíveis por todo o corpo e manifestou interesse imediato em solicitar medidas protetivas de urgência contra o agressor. Por orientação do oficial de plantão, a arma da soldado Emylly, uma pistola Glock G22, foi recolhida e entregue ao comando da 14ª Companhia Independente da Polícia Militar como medida de segurança adicional.

Processamento legal e encaminhamento penal

Marcelo Ramos Araújo foi conduzido algemado até a Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado em flagrante por múltiplos crimes, incluindo:

  • Lesão corporal
  • Injúria
  • Ameaça (todas enquadradas na forma da Lei Maria da Penha)
  • Resistência
  • Desacato

Após a conclusão dos procedimentos policiais de praxe, o soldado foi encaminhado ao presídio militar localizado no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), onde aguardará o andamento processual de seu caso. A Polícia Civil confirmou todas as informações e destacou a gravidade dos crimes cometidos pelo militar, que agora enfrenta consequências disciplinares e penais severas por suas ações violentas contra colegas de profissão.

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