Polícia exuma corpo de bebê para investigar negligência médica em parto em RR
Corpo de bebê é exumado para investigar negligência em parto em RR

A Polícia Civil de Roraima exumou o corpo de um bebê que morreu ainda no útero, em abril de 2026, para investigar possível negligência médica no atendimento à mãe durante o parto em Rorainópolis, no Sul do estado. A informação foi divulgada neste domingo (17).

Exumação autorizada pela Justiça

A exumação do corpo de Arthur Joaquim Nunes Araújo ocorreu na sexta-feira (15), no cemitério municipal, com apoio do Instituto de Medicina Legal (IML) e de peritos criminais do Núcleo Regional de Perícia da Forense - Regional Sul, após determinação judicial. O bebê morreu em 30 de abril.

Exumar significa retirar um corpo ou restos mortais do túmulo após o sepultamento, popularmente conhecido como "desenterrar".

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Investigação iniciada após denúncia da mãe

Segundo o delegado Hans Hellebrandt, a investigação começou após a mãe registrar um boletim de ocorrência relatando possíveis falhas no atendimento médico durante o trabalho de parto. “A mãe compareceu à delegacia, formalizou a denúncia, foi ouvida e imediatamente instauramos inquérito policial para apurar os fatos. Posteriormente, houve decisão judicial para exumação, prontamente cumprida pela Polícia Civil”, explicou.

Relato da mãe

De acordo com o relato da mãe, no dia 28 de abril, por volta das 20h30, ela procurou a maternidade de Rorainópolis com sinais de trabalho de parto, mas foi liberada. Cerca de 48 horas depois, ela retornou à unidade em estado mais grave. Exames confirmaram que o bebê já não apresentava sinais vitais. “Mesmo diante da gravidade do quadro, houve demora para avaliações complementares. Nosso trabalho busca esclarecer integralmente se houve negligência ou qualquer conduta penalmente relevante”, destacou o delegado.

Perícia e exames complementares

O médico-legista Alisson Siqueira informou que o estado avançado de decomposição do corpo impediu, inicialmente, a definição conclusiva da causa da morte. “A perícia realizou todos os procedimentos técnicos necessários, com coleta de materiais para exames complementares. O resultado final dependerá da análise laboratorial, pericial e documental”, afirmou.

Os exames deverão esclarecer a causa mortis, possíveis sinais de asfixia, traumas e eventual responsabilidade profissional. O caso foi registrado como homicídio culposo e segue em investigação.

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