Soldado da PM morre com tiro na cabeça e caso é investigado como morte suspeita em São Paulo
Soldado da PM morre com tiro e caso é investigado como suspeito

Soldado da PM é encontrada morta com tiro na cabeça em São Paulo

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde residia com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. A vítima chegou a ser socorrida pelos serviços de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. O caso, que inicialmente foi tratado pelas autoridades como um possível suicídio, sofreu uma significativa reviravolta após os depoimentos de familiares e agora é investigado oficialmente como morte suspeita pela Polícia Civil do estado de São Paulo.

Filha de sete anos teria presenciado violência psicológica

Relatos apresentados à polícia pela família da soldado revelam que sua filha, uma menina de apenas sete anos de idade, teria presenciado diversas discussões e episódios de violência psicológica entre a mãe e o padrasto, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. "A menina presenciou muitas cenas de violência contra a mãe e violências principalmente psicológicas. A menina chegou desesperada pedindo para não retornar mais à casa", afirmou o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior, em declarações que foram incorporadas ao inquérito policial.

Os familiares também relataram às autoridades que Gisele vivia sob forte controle por parte do marido. De acordo com esses testemunhos, a policial militar era proibida de usar determinadas roupas, maquiagem e até mesmo de manter contato frequente com seus parentes. Dias antes da tragédia, conforme os relatos familiares, a soldado teria pedido ajuda ao pai para sair de casa, declarando que não suportava mais a situação conjugal. Mesmo assim, ela decidiu permanecer no lar após afirmar que conversaria novamente com o companheiro.

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Versões conflitantes e investigação em andamento

Na versão apresentada à polícia pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ele afirmou que o casal discutiu após ele comunicar que desejava se separar. O militar declarou que foi tomar banho e ouviu um disparo, encontrando a esposa ferida logo em seguida. Ele estava presente no apartamento no momento do ocorrido.

A família da soldado contesta veementemente essa narrativa e defende que o caso seja investigado como feminicídio, apontando um histórico consistente de comportamento abusivo e ameaças por parte do marido. As investigações agora aguardam os resultados de perícias técnicas, incluindo a crucial análise da trajetória do disparo, que poderá esclarecer definitivamente as circunstâncias da morte.

A defesa do tenente-coronel da PM, quando procurada para se manifestar sobre as acusações, não emitiu qualquer declaração pública até o momento, mantendo o espaço de resposta em aberto. O caso continua sob apuração minuciosa pelas autoridades policiais, que buscam determinar com precisão os fatos que levaram à morte da soldado Gisele Santana.

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